O Norte Teatro Escola do Pará encenou Morte e Vida Severina oito anos antes que o auto de João Cabral de Melo Neto fosse consagrado no festival de Nancy, França, encenado pelo Tuca, da PUC de São Paulo, emocionando os franceses com o texto e a música de Chico Buarque de Holanda. O impacto não foi menor no Recife com a apresentação dos paraenses na terra do poeta, no festival estudantil, versão diretamente inspirada no poema. Que grupo de intelectuais no Brasil teria tutano para encenar Ionesco, Francisco Arrabal e Max Frisch no final dos anos 50 e começo dos 60 do século passado? O NTEP apresentou espetáculos desses autores num período em que futuros encenadores, no eixo Rio-São Paulo, não iam além da leitura de textos. As apresentações em Belém tinham plateias de até quatro espectadores... Os integrantes do grupo podiam ser vistos como gente exótica. Mas não é assim com as vanguardas?
Teatro de Vanguarda: O Norte Teatro Escola do Pará e os festivais de teatro de estudantes - Recife, Santos, Brasília, Porto Alegre (1958 a 1962)
Paraguassú Éleres
Paka-Tatu
2008
204 páginas
6h 48m
ISBN-13: 9788578030162
Português Brasileiro
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