Esse é um livro polarizado entre colher o que se planta e continuar após a queda. Apesar do tema bem óbvio, Olivia Goldsmith não se furtou a criticar as personagens principais - Elise, Brenda e Annie - sobre suas escolhas pessoais.
Problemas típicos dos anos noventa e que ainda se extendem atualmente, como o culto a juventude e a beleza, a alienação familiar e o adultério foram selecionados para representar a degradação e degeneração do casamento. São mulheres que se deixaram envolver por expectativas sociais e homens muito confortáveis em sua supremacia. Todos, sem exceção, mesquinhos e escrotos.
São palavras escolhidas para destilar veneno, cada paragráfo expondo os fatos dolorosamente. O capítulo em que o pai ausente se excusa de visitar a filha com Síndrome de Down é uma das partes mais baixas, e infelizmente, uma das mais comuns na vida real.
Não é uma história engraçada. Não venha ler esperando a comédia de mesmo nome estrelada por Goldie Hawn, Diane Keaton e Bette Midler. Embora baseada no livro, a adaptação tem pouco do despeito da escritora original.