Pensando como um negro - ensaio de hermenêutica jurídica

    Adilson José Moreira

    Contracorrente
    2024
    420 páginas
    14h 0m
    ISBN-13: 9786553961470
    Português Brasileiro

    A Editora Contracorrente apresenta a segunda edição do aclamado livro Pensando como um negro: ensaio de hermenêutica jurídica. Trata-se uma obra bastante peculiar sobre interpretação constitucional. Ela se afasta das premissas da neutralidade e da objetividade para defender uma perspectiva hermenêutica politicamente engajada. Essa proposta encontra fundamento no pressuposto de que cabe ao operador do direitono atual paradigma constitucional, interpretar normas legais a partir dos propósitos estabelecidos pela nossa ordem constitucional, notoriamente o compromisso com a construção de uma sociedade igualitária. Ao longo do ensaio, o autor defende a tese segundo a qual o processo de interpretação deve considerar a experiência de membros de grupos raciais subalternizados. Seguindo formulações da Teoria Racial Crítica e da Teoria Decolonial, Adilson José Moreira afirma que a posição dos indivíduos dentro dos sistemas de hierarquias sociais influência de forma direta e indireta a maneira como eles interpretam normas jurídicas. O autor usa a técnica storytelling para articular as teorias jurídicas e experiências pessoais para defender uma hermenêutica de caráter emancipatório. A segunda edição da obra incorpora dois capítulos que abordam temas centrais para a experiência do intérprete que pensa a partir da experiência de grupos subalternizados. Proporcionam um nível maior de compreensão da importância das noções de consciência múltipla e de sujeitos subalternos na operação que Adilson chama de Hermenêutica negra, elemento central para construir uma reflexão sobre os princípios centrais do constitucionalismo a partir da perspectiva a justiça racial. O livro contribui para a formação do que tem sido chamado por certos autores de Constitucionalismo negro. “Muitas pessoas falaram sobre o impacto intelectual e emocional que a leitura da primeira edição desta obra teve nas suas vidas. Acredito que ele será agora ainda maior, mas também mais libertador, uma vez que esta segunda edição contribui de forma mais clara para a construção de uma prática constitucional emancipatória”, explica Adilson José Moreira.

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    Lucas Mascarenhas25/06/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Interpretação da Constituição que possa promover a igualdade de status entre grupos. Levando em consideração o contexto histórico e social. As pessoas são discriminaras porque pertencem a certas comunidades. A igualdade deve ser voltada para a proteção de grupos sociais, para transformação desta nação !!

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