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    We Used to Live Here -

    Marcus Kliewer

    Atria/Emily Bestler Books
    2024
    320 páginas
    10h 40m
    ISBN-13: 9781982198787
    3.5
    8707 avaliações
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    Get Out meets Parasite in this eerily haunting debut and Reddit hit—soon to be a Netflix original movie starring Blake Lively—about two homeowners whose lives are turned upside down when the house’s previous residents unexpectedly visit. As a young, queer couple who flip houses, Charlie and Eve can’t believe the killer deal they’ve just gotten on an old house in a picturesque neighborhood. As they’re working in the house one day, there’s a knock on the door. A man stands there with his family, claiming to have lived there years before and asking if it would be alright if he showed his kids around. People pleaser to a fault, Eve lets them in. As soon as the strangers enter their home, uncanny and inexplicable things start happening, including the family’s youngest child going missing and a ghostly presence materializing in the basement. Even more weird, the family can’t seem to take the hint that their visit should be over. And when Charlie suddenly vanishes, Eve slowly loses her grip on reality. Something is terribly wrong with the house and with the visiting family—or is Eve just imagining things?

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    Régis Maz picture
    Régis Maz28/12/2025Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Um mistério sem consistência

    Nós Já Moramos Aqui me despertou sentimentos mistos: uma mescla de curiosidade insatisfeita, dúvidas da profundidade das personagens e se o suspense valeu a pena, ao mesmo tempo que também me causou frustração. O livro, no início, é intrigante, há algo de estranho no ar, e isso me fez querer entender o que, afinal, estava acontecendo. Mas, no decorrer da leitura e principalmente no final, senti como se a história sofresse um certo esvaziamento, como se a promessa inicial se diluísse aos poucos. Pelo que entendi, a casa abriga várias realidades sobrepostas; não me parecem ser linhas do tempo distintas, mas talvez versões coexistentes do mesmo lugar. E isso meio que se confirmou para mim nos momentos em que vejo a Eve entrar em cômodos da casa, e assim que sai desses cômodos, a realidade parece mudar completamente, com coisas estranhas acontecendo: como o celular aparecendo em mãos erradas, o vitral do escritório que desaparece, a família de intrusos jantando como se a casa fosse deles e chamando a protagonista de Emma. É como se cada cômodo funcionasse como uma porta para outra camada de realidade, sustentando uma sensação de deslocamento constante que acaba dominando a narrativa. Essa proposta ficou mais clara para mim quando o livro incorpora alguns “documentos”: páginas “estilo Reddit”, que trazem algumas "explicações" em forma de depoimentos de outras pessoas que já interagiram com a casa. Além disso, para além da narrativa, esses documentos contêm símbolos decifráveis por meio de um jogo de realidade alternativa, que propõe a nós, leitores, que continuemos a busca por respostas fora das páginas do livro. Pelo que senti, o autor quis montar um quebra-cabeça que vai além do texto, sugerindo a presença de uma entidade ancestral que habita a casa e aprisiona seus moradores em um labirinto de realidades sobrepostas, uma força que sequestra corpos e transforma pessoas em marionetes. Não acho que o livro é ruim, longe disso, acho que compreendo a proposta do autor, mas talvez a proposta dele não tenha funcionado tão bem para mim. Pois os mistérios do livro são incompletos, e precisamos sair e buscar respostas pela Internet afora: decifrando códigos, assistindo a entrevistas dadas pelo autor, indo atrás de material que nem está disponível em português e enviando e-mails e aguardando respostas que elucidarão, ou não, todas as questões que a narrativa suscita. Quem sabe em um outro momento da minha vida isso pareceria divertido e me instigasse mais, mas, infelizmente, agora, no momento em que li este livro, eu não senti a mínima vontade de correr atrás das migalhas de pão que foram deixadas pelo caminho. Talvez por isso, o resultado me soou desequilibrado. O autor entregou um enigma com peças faltando e outras que pareceram ter sido colocadas apenas para manter a busca em movimento, como se a experiência de decifrar fosse mais importante do que o próprio sentido do que está sendo contado. Muitos elementos da ambientação e dos personagens só se esclarecem fora do livro, quando o leitor decide seguir as pistas no mundo real; e, ainda assim, permanecem lacunas que nunca se encaixam por completo. No fim, senti falta de me importar verdadeiramente com Eve e Charlie. O jogo proposto é engenhoso, mas, em minha opinião, não o bastante para preencher o vazio deixado por personagens que nunca chegam a ganhar vida plena. E confesso que senti certo orgulho de ter percebido, desde o início, algo com relação a Charlie, namorada da personagem principal, e, infelizmente, acho que isso também tenha contribuído para que eu não me importasse tanto quanto deveria com as duas. É isso, esta foi uma leitura que intrigou por um instante, mas que me perdeu por causa dos furos no enredo e dos elementos que só estão lá para confundir sem somar à narrativa de forma efetiva.

    77 curtidas

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    • 5 estrelas14%
    • 4 estrelas34%
    • 3 estrelas34%
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    • 1 estrelas5%
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    Marcus Kliewer

    Marcus Kliewer é escritor e animador de stop motion. Mora em Vancouver, Canadá. Nós já moramos aquié seu livro de estreia.

    3 Livros
    26 Seguidores

    Marcus Kliewer