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    Flores Modernas -

    Chrysanthème

    Janela Amarela
    2023
    270 páginas
    9h 0m
    ISBN-13: 9786585000093
    Português Brasileiro
    3.5
    2 avaliações
    Leram3Lendo1Querem9Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos0Desejados9Avaliaram2

    Flores modernas" é um contundente exemplo da escrita feminista de Chrysanthème. Entre as várias personagens que circulam em suas páginas, pelas ruas do Rio de Janeiro dos anos 20, estão mulheres com os mais variados anseios e sonhos. Algumas resignadas aceitam o seu destino, outras, no entanto, se dispõem a lutar pelos seus desejos ainda que enfrentando os valores impostos pela sociedade de seu tempo. Esta reedição do livro publicado em 1921 teve a ortografia atualizada e conta com notas explicativas, para termos e palavras fora de uso.

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    Resenhas (2)Ver mais
    Laís Rocha picture
    Laís Rocha07/03/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Descobri esse livro bem por acaso, estava pesquisando sobre a Júlia Lopes de Almeida e me deparei com essa autora e essa editora , Janela Amarela que pública autoras "esquecidas". Essa autora especificamente nunca tinha ouvido falar porém em uma busca pela internet, é possível vê que ela foi de grande importância para a literatura brasileira. Assinava como Chrysanthème mas seu verdadeiro nome era Cecília Moncorvo Bandeira de Melo , filha de escritora, escreveu para jornais e revistas da época. Teve 15 livros publicados e flores modernas foi publicado em 1921. Um pouco da história do livro. O livro conta a história de três mulheres a frente do seu tempo Maria José , Henriqueta e Hortência. Maria José foi criada sem rédeas pela mãe e só procurava um bom casamento, homem rico que bancasse seus luxos e festas na alta sociedade, ela vinha de uma família de classe média do Rio de Janeiro. O pai era funcionário público, a mãe dona de casa ( grande responsável pelo jeito extravagante da filha) e a avó que era uma mulher doce , com valores e correta. Essa Maria José faz de tudo para conseguir o que quer , uma guria sem escrúpulos nenhum , afetada , maldosa. Hortência e Henriqueta são amigas de infância, tiveram uma infância bem difícil, a primeira casou com um homem sem amor e depois de um tempo, o homem a abandonou com um filho pequeno e ela resoluta, aceita seu destino. Em um belo dia , o filho dela fica doente e precisa da visita de um médico. E ela ao vê-lo se apaixona perdidamente e ele por ela mas os dois sabem que é um amor impossível visto que ela é uma mulher casada. Já Henriqueta casa com um homem muito rico e a princípio parece que ela vive em um bom casamento. Durante a leitura do livro não fica claro o caráter do casamento dos dois , há indícios de ser um relacionamento "moderno" para época mas nada fica muito claro. Ela dá altas festas e é muito invejada pelas outras mulheres. O ápice ocorre quando ela se apaixona por um homem (ex noivo da Maria José ) que é quando ela percebe a vida frívola na qual vive e as situações embaraçosas das quais o marido a obriga participar. A questão central do livro parece ser justamente a reflexão sobre até que ponto a modernidade pode ser realmente benéfica para a mulher. E se essa liberdade feminina pode ser apenas ilusórias e que ainda as aprisionas em outras formas de submissão. No fim, cada protagonista tem um desfecho distinto e o título do livro permea o destino dessas três mulheres.

    7 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.5 / 2
    • 5 estrelas0%
    • 4 estrelas50%
    • 3 estrelas50%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Chrysanthème profile picture

    Chrysanthème

    A escritora Chrysanthème (1870-1948), pseudônimo de Maria Cecília Bandeira de Melo Vasconcelos, é uma das preciosidades mais bem guardadas da literatura brasileira. Um dos nomes da escrita de mulheres no início do século XX, e pioneira das causas feministas, a autora publicou mais de vinte livros, e ao que se sabe nenhum deles foi reeditado. Em sua época, no entanto, Chrysantème foi uma figura pública, em especial por suas crônicas na imprensa. Seu pioneirismo na escrita de mulheres no Brasil foi precedido pela mãe, Emília Moncorvo Bandeira de Melo, que assumiu, em O Paiz, sob o pseudônimo de Carmen Dolores, a coluna de crônicas de Machado de Assis. O pseudônimo Chrysanthème, que às vezes se apresentava como Madame Chrysantème, veio do popular romance homônimo do francês Pierre Loti, que ironicamente descrevia o amor de uma submissa gueixa. Entre seus livros está A infante Carlota Joaquina (1937), no qual procura contestar o retrato tradicional da rainha luso-brasileira como uma megera. Casou-se aos 19 anos, teve um filho e enviuvou aos 38, em 1907, quando, inspirada pela mãe, deu impulso a sua carreira literária.

    7 Livros
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    Chrysanthème