Memórias Póstumas de Brás Cubas -

    Machado de Assis

    Viseu
    2023
    229 páginas
    7h 38m
    ISBN-13: 9786525461489
    Português Brasileiro

    Esta obra prima marca o surgimento do Realismo no Brasil pelas mãos de Machado de Assis. Em sua narrativa autobiográfica, Brás Cubas, um filho privilegiado da alta sociedade, emerge como autor logo após sua morte, tecendo comentários perspicazes sobre sua própria obra e envolvendo diretamente o leitor em sua existência sem grandes feitos e abraçada pelo vazio. A pintura desse cenário é permeada por tons de pessimismo, ironia e a indiferença característica da burguesia carioca da época. Essa incisiva radiografia social guiaria, dali em diante, os escritores do final do Segundo Império e exerceria influência notória sobre a literatura nacional. O domínio narrativo de Machado, expresso por meio de inovações literárias inéditas, coloca-o em um patamar singular, desassociando-o dos demais autores de sua geração e elevando-o ao nível de luminares da literatura mundial como James Joyce e William Shakespeare. Ele é, portanto, reconhecido como o maior expoente da literatura brasileira. Esta edição traz o texto integral e também inclui notas explicativas para termos menos usuais, facilitando assim a leitura e a compreensão da obra.

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    Aníbal Galdino Neto27/04/2026Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Consciência sem ação: quando entender não é suficiente

    Memórias Póstumas de Brás Cubas foi uma leitura interessante, mas que me incomodou em vários momentos, principalmente pelo personagem principal. Brás Cubas é, para mim, o retrato de alguém egocêntrico, dependente e imaturo. Um “filhinho de papai” que teve uma vida confortável sem precisar construir nada por conta própria e que, ao longo da vida, evita tomar decisões que realmente o tornariam independente, seja no aspecto financeiro, emocional ou psicológico. A narrativa é inteligente, irônica e cheia de provocações, mas em alguns momentos senti a leitura um pouco arrastada. Diferente de outras leituras recentes que me prenderam mais, aqui a experiência foi mais reflexiva do que envolvente. Consciência sem ação é só autojustificação elegante. O que mais me marcou: • A falta de ação do personagem, mesmo tendo consciência de suas próprias limitações • O egocentrismo constante, mesmo nas relações mais próximas • A dependência emocional e a dificuldade de construir algo próprio • A ironia do narrador, que revela muito… mas não necessariamente transforma NOTA: ⭐️4/5 Justificativa curta: Uma obra extremamente inteligente e provocativa, mas com uma experiência de leitura menos envolvente para mim em comparação com outras leituras recentes. Experiência de leitura: Reflexiva → Incômoda → Provocativa

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