Correspondência -

    Bartolomeu Campos de Queirós

    Global
    2024
    32 páginas
    1h 4m
    ISBN-13: 9786556125206
    Português Brasileiro

    "As palavras sabem muito mais longe". Correspondência, de Bartolomeu Campos de Queirós, é uma carta de amor ao Brasil, a Democracia e a busca por um país melhor e mais justo. A obra é composta por uma sequência de breve cartas trocadas por um grupo de amigos. Com textos concisos e poéticos, as mensagens são encadeadas até retornarem a remetente inicial. Cada uma dessas correspondências destaca o valor de diferentes palavras como: Trabalho, Justiça, Terra, Paz, Esperança, Igualdade... Assim, essas "pequenas cartas" formam um círculo de vontades e desejos formado por palavras que podem transformar e reforçar a responsabilidade ética dos cidadãos brasileiros. É então, como fica claro na última correspondência, um voto em favor de que a nossa "Carta maior" (a Constituição) viesse a ser justa, verdadeira e atendesse aos sonhos de nosso povo. Com a habitual sensibilidade de Bartolomeu, este livro também permite que o leitor conheça e tenha contato com o processo e o modo de escrita das tradicionais e demoradas correspondências, hoje substituídas pelos recorrentes e-mails e pelas rápidas mensagens de texto. Esta nova edição também recebeu belas ilustrações de Lelis. O ilustrador usa seu estilo único para compor paisagens simples, cotidianas e que transmitem uma grande sensação de familiaridade, reforçando o quão próximas e brasileiras são as palavras de Bartolomeu.

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    Júlio César de Campos Rodrigues20/07/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Delicado e poético...

    Falar de "Correspondência", ou de qualquer outra obra, do Bartolomeu Campos de Queirós, é mergulhar numa escrita delicada, quase poética, que tem o poder de tocar fundo mesmo nos leitores mais distraídos. Correspondência não é só um livro, é uma conversa cheia de afeto entre memórias e sentimentos. Bartolomeu constrói um universo íntimo, quase silencioso, onde as palavras viram cartas — não aquelas convencionais, mas cartas que carregam alma, dúvida e desejo. Cada página parece escrita com um lápis de saudade. O autor brinca com o tempo, com os vazios e com os esquecimentos, como quem entende que viver é também perder um pouco do que se foi. E essa sensibilidade dele não pesa: emociona. Tem trechos que parecem sussurros, e outros que chegam com força, pedindo que a gente pare e reflita. Ler Bartolomeu é escutar entrelinhas. E o mais bonito: ele não entrega tudo de bandeja. Ele exige presença, exige que a gente se coloque ali, como interlocutor das cartas. É um livro que convida ao cuidado com a palavra, com o outro, com o que é dito e o que nunca será. Se fosse resumir em uma só frase: Correspondência é uma ode à escrita como gesto de afeto — um convite à escuta sensível, embalado por uma linguagem que é puro lirismo. E no fim, percebemos que as cartas convergem para a Carta maior, que é a Constituição do nosso país. Ah, como eu gosto e admiro a escrita do Bartô. Saudoso Bartô! Amo ❤️ e recomendo, sempre!

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