Esse é o 2° volume da trilogia Mulheres Gregas, a resenha do primeiro se encontra em feed. As obras são baseadas em mitos Gregos, e nesse volume temos Clitemnestra como protagonista.
Clitemnestra era casada com Agamênon, ele foi para Troia junto com seus homens para recuperar Helena, que por sua vez, era a esposa de Menelau, seu irmão. Helena fugiu com Páris e isso desencadeou uma sucessão de tragédias e dramas.
Com essa proposta, temos um reconto do mito grego, permeado por ira, vingança e nos contando sobre como se deu a Guerra de Troia.
Em meio a essa busca por Helena, Agamênon, sacrifica Ifgenênia, como medida de acalmar a ira da Deusa Ártemis. A partir disso, claro que Clitemnestra como mãe, fica irada e tomada por luto, dor, e um instinto de proteção aos seus outros filhos. Uma guerra que perdurou por dez anos, onde Clitemnestra esteve em Micenas reinando e aguardando o retorno de seu marido, ponderando como agiria. Sua ira e sede de vingança a guiam tanto quanto o amor por seus filhos, e isso só desencadeia mais ira, vinganças e sacrifícios.
As tragédias e dramas não param por aí, uma obra que ousou trazer um mito grego clássico pela visão de mulheres, tornando interessante de se acompanhar, dando voz àquelas que estiveram envolvidas de uma forma ou de outra na guerra mais famosa da mitologia grega.
Trazer esse protagonismo feminino faz toda a diferença e nos mostra uma nova visão e perspectiva, inclusive mostrando de como Clitemnestra reinou na ausência de seu marido.
Além disso, a obra aborda temas sensíveis como os abusos sofridos pela mulher, tanto físicos quanto psicológicos e como a mulher é capaz de se doar tanto por amor aos filhos a ponto de fazer qualquer coisa para mantê-los seguros ou se vingar em nome desse amor sem medidas.
Eu já conhecia o mito original e através do ponto de vista feminino, ele se tornou ainda mais envolvente e instigante! Já estou ansiosa pela continuação.
Simplesmente fascinada!