Pequeno País -

    Gaël Faye

    Carambaia
    2023
    211 páginas
    7h 2m
    ISBN-10: B0CFM51N6B
    Português Brasileiro

    Romance sólido e cativante, Pequeno país vendeu mais de 1 milhão de exemplares na França e foi traduzido para quarenta idiomas O "pequeno país" é o Burundi, na região central da África, onde nasceram Faye e seu personagem (e narrador), Gaby, um garoto de 10 anos. Gaby é filho de um casal de classe média morador de Bujumbura, sendo a mãe negra e nascida em Ruanda e o pai, branco e francês. Pequeno país é ambientado em 1993, no momento da eclosão de uma guerra civil entre os tútsis e os hútus. O texto evoca uma infância idílica que aos poucos vai se transformando numa sequência de situações desafiadoras. Além dos perigos e tragédias do ambiente de confronto armado, Gaby se vê diante da corrosão da própria família. Ao mesmo tempo, o personagem vive, na companhia de um grupo de amigos, as delícias de uma infância passada em contato com uma natureza exuberante à beira do imenso lago Tanganica. Eles brincam de patrulhar as ruas do bairro em que moram, até que a guerra os leva para atividades mais perigosas.

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    Elineuza Crescencio20/03/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Infância e guerra

    Leituras de Março 2024 – 13 Título: Pequeno País Autoria: Gaël Faye País: Burundi Tradução: Marília Garcia Páginas: 208 Editora Carambaia – SP - 2023 Avaliação: 4/5 Início da Leitura: 18/03/2024 Término da leitura: 20/03/2024 Autor Gaël é rapper e escritor nascido em Bujumbura antiga capital do Burundi na África. É filho de mãe Ruandesa e de pai Francês. Escreveu seu primeiro poema aos 13 anos. Sobre o livro O título do livro vem de uma canção de um de seus cinco álbuns que foi lançado entre 2013 e 2022. Esta obra foi adaptada para o cinema em 2020. O pequeno Gabriel (Gaby) vive no Burundi, e é sob o seu olhar que foi concebida e retratada a história do livro. Um país que sempre foi explorado pelos alemães, pelos franceses, pelos Ruandenses e mais. Retrata a força da resiliência humana cada dor, cada perda, cada mudança de cidade, de país. Como se tudo isso não bastasse ainda tem a dor de perder a mãe depois do divórcio de seus pais e ficar separado de seus irmãos e irmãs. Através dos olhos desse garoto somos levados a olhar para o nosso próprio presente e refletir sobre o abismo em que estamos prestes a cair. Há momentos em que Gaël faz esse relato de uma forma tão intensa que nos leva a sentir o que o garoto sentiu enquanto passava por todo esse pavor, a ausência de pertencimento pelas constantes e contínuas mudanças correndo de um lugar para outro, fugindo para manter a vida. Gostei e recomendo.

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