O maior.
Literalmente meu livro favorito. Este aqui abriu as portas para o meu apego à leitura. Catherine Lorimer chegou a ser para mim o meu ideal de futuro naquele passado nem tão distante de quando eu era adolescente e me encontrava com um livro super antigo nas mãos, incrivelmente animada por ter esse gosto que eu achei refinado da literatura de época. A escrita de café artesanal de esquina, sob a luz amarela de um poste daqueles cheios de atavio, é quentinha e cativante, com cenários tão destoantes da realidade atual mas, ainda assim, convidativos. Os personagens são desenvolvidos com uma certa hesitação, apenas no momento, mas é assim que você vai ficando animado para saber o que vem depois. E são cada "depois", viu...? Altas emoções. Eu digo que esse livro tem um quê de café, e é para ser degustado com vagareza e concentração. Detalhes, nuances, situações... Mesmo que seja antigo, ainda parece quentinho ao contato. Leia, sério. Vá por mim. Pode vir aqui reclamar de chato e problemático se não gostar. Ainda vou estar aqui aproveitando dele com um chá do lado.

