Senilidade -

    Italo Svevo

    Lafonte
    2024
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-10: 6558705354
    Português Brasileiro

    "Senilidade" é o segundo romance de Italo Svevo, publicado originalmente em 1898 e redescoberto após o sucesso de "A Consciência de Zeno". Nesta obra, Svevo narra a vida de Emílio Brentani, um intelectual fracassado de 35 anos, que sente uma precoce sensação de senilidade. Emílio, um homem inepto e sempre atrasado para o presente, vive à espera de oportunidades que nunca chegam, construindo para si modelos ideais enquanto teme constantemente o erro. Emílio mantém um relacionamento com Angiolina, uma mulher exuberante e plebeia, cuja vitalidade ele não consegue desfrutar diretamente, precisando de intermediários para vivenciar sua paixão. Outros personagens notáveis incluem Stefano Balli, um escultor confiante e sem escrúpulos, e Amália, a irmã de Emílio, uma mulher triste e reservada que sucumbe à loucura e à morte por amor não correspondido. Através de Emílio, Svevo critica a incapacidade do intelectual decadente de enfrentar a contradição entre o eu e a realidade. "Senilidade" é um retrato profundo e irônico do homem moderno, perdido em desejos ilusórios e modelos abstratos, que confronta a distância simbólica entre a juventude e a velhice.

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    Gabriel Alessandro dos Santos26/05/2024Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Senilidade

    Senilidade é um livro que foca quase que exclusivamente no aspecto psicológico do personagem Emílio e suas relações com os personagens Balli, seu amigo, Amália, sua irmã e Angiolina, sua paixão e amante. Dado à isso, se percebe como a mente do ser humano pode ser um caos por causa de desconfiança, insegurança e ciúmes. Coloquei nesta ordem justamente de acordo com a ordem dos sentimentos quanto aos outros personagens citados. No caso de Angiolina é o mais bem descrito e mais angustiante. Mesmo ele tendo as razões para tal, acompanhando as mudanças de ideias e como ele enxerga e deduz as coisas, percebe-se que se trata de uma mente doente. No caso de Amalia, sua irmã, o que o  perturba é a impotência diante da superproteção que tem para com ela como o medo de se criar uma distância entre eles. Quanto à Balli, seu amigo, aparenta ser a admiração que leva à inveja e a sensação, fantasiosa, importante ressaltar, de que o amigo sempre estar querendo estar um passo a frente ou o olhando de cima. Em suma, achei esse livro muito melhor que A Consciência de Zeno, outro livro do autor, na questão da exploração da mente do personagem central. 4,6/5

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