O Autor Espiritual, Manoel Vianna de Carvalho, quando encarnado desenvolveu intensa atividade como orador, atuando como propagandista do Espiritismo de norte a sul do país. De retorno ao mundo dos espíritos, continuou a manifestar o seu amor pela Doutrina Espírita, valendo-se da mediunidade psicográfica para prosseguir iluminando consciências e alentando corações. Nesta obra, em 30 capítulos, esclarece diversos tópicos em torno dos médiuns e dos diferentes tipos de mediunidade.
Médiuns e Mediunidades -
Divaldo Franco, Vianna de Carvalho (Espírito)
"O médium deve ser um servidor da vida (...)"
Neste livro, o espírito de Vianna de Carvalho traz excelentes contribuições para os serviços mediúnicos, inúmeras reflexões e cuidados que devemos possuir diante da prática da mediunidade. Em "Médiuns e Mediunidade" é tratado o que é o dom da mediunidade, como podemos nos tornar mais vigilantes acerca desse dom, consciência mediúnica, educação mediúnica, possíveis problemas e obstáculos que acompanham essa faculdade, obsessões, e principalmente a responsabilidade que nós temos diante nossas mediunidades, pois todos somos médiuns. Precisamos compreender que não somos somente médiuns dentro do centro espírita no qual frequentamos, também somos médiuns 24 horas por dia, portanto é de extrema importância nos educarmos diante dessa faculdade mediúnica e principalmente estarmos vigilantes diante das dificuldades. É tenebroso fundamental não nos esquecermos de nossa reforma íntima, e de nos aprimorarmos moralmente, não só visando nosso melhoramento pessoal mas também para que possamos auxiliar nossos irmãos sofredores dando melhores condições para que possamos ajudar, pois é esse novo dever no serviço mediúnico. Mediunidade é uma benção no qual servimos de medianeiros entre os dois planos, e que nos ajuda a resgatar os débitos de nossas encarnações passadas e realizar o resgate de outros irmãos, e talvez até algozes de outras vidas. Nossos pensamentos, atitudes e sentimentos estão sempre emanando frequências e vibrações, portando, que sejamos vigilantes também com nossas próprias mentes, pois não temos como nos esconder, há inúmeros espíritos esperando uma oportunidade se sequer diante de nossas falhas, possuir consciência disso, já é um início de melhoramento moral. "Nenhum médium é, em consequência, perfeito e irretocável, isento da influenciação dos maus Espíritos como dos perturbadores, que povoam a erraticidade e lhes constituem provas ao orgulho e à vaidade, demonstrando a fragilidade humana, que é inerente à qualidade do ser falível em processo de evolução na Terra." "A harmonia de pensamentos e vibrações faz-se indispensável para a fidelidade nas comunicações espirituais." "O médium deve ser um servidor da vida, a benefício de todas as vidas." "Nenhum médium, todavia, ou melhor dizendo, pessoa alguma está indene a padecer de agressões obsessivas, cabendo a todos a manutenção dos hábitos salutares, da vigilância moral e da oração mediante as ações enobrecidas, graças aos quais se adquirem resistências e defesas para o enfrentamento com as mentes doentias e perversas que pululam na erraticidade inferior e se opõem ao progresso do homem, portanto, da Humanidade." "O respeito e a dedicação que imponham ao trabalho é o que irá credenciá-los, naturalmente, à estima e à admiração do próximo, como sucede com qualquer pessoa na mais obscura ou relevante atividade a que se dedique.' "(...) não são os médiuns santos, Apóstolos ou missionários, mas, homens sujeitos a grandezas e misérias, qual ocorre com todos os demais indivíduos." "Assim como o mergulhador educa a respiração para descer nas águas profundas onde espera encontrar ostras raras, portadoras de pérolas incomuns, o médium tem o dever de disciplinar a mente, a fim de aprofundar-se no oceano íntimo e dali arrancar as preciosidades que se encontram engastadas na concha bivalve das aspirações morais e espirituais." "Não é, portanto, o ser médium ou não, mas a conduta que este se aplique que atrairá mentes que se irradiam no mesmo campo de vibrações especiais." "(...) o maior adversário da mediunidade é a obsessão, e os seus antídotos eficazes são o conhecimento e a prática sadia da Doutrina incorporada ao cotidiano (...)" "(...) o maior fenômeno, na mediunidade, é o da transformação moral do sensitivo, demonstrando pelo exemplo a excelência das mensagens intelectuais ou objetivas que ocorrem por seu intermédio." "Todos marchamos da sombra na direção da Grande Luz que nos atrai e que um dia nos banhará em definitivo, eliminando toda mácula e primarismo por acaso ainda existente em nós." "Jesus Cristo fez-se o Médium de Deus, e tornou-se insuperável como Fonte Inspiradora para os homens de todos os séculos. Perseguido e macerado, sob injunções dolorosas, mais se ligava ao Pai, em Quem hauria forças para o Messianato a que se ofereceu, preferindo a coroa do martírio à falaciosa grandeza terrena."
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