Os intelectuais e as massas (Ensaio #6) - Orgulho e preconceito entre a intelligentsia literária, 1880 - 1939

    John Carey

    Ars Poetica
    1993
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-13: 9788585470258
    Português Brasileiro

    “Este livro trata da reação da intelligentsia literária inglesa ao novo fenômeno da cultura de massa. Seu argumento é que a literatura e a arte modernistas podem ser vistas como uma reação hostil ao público leitor, que alcança agora um volume humano sem precedentes e que foi gerado pelas reformas educacionais do fim do século XIX. Sugere que a finalidade da escrita modernista era excluir esses leitores recém-educados (ou 'semi-educados'), preservando assim a segregação entre o intelectual e a "massa”. A "massa", naturalmente, é uma ficção. Sua função como artifício lingúístico é eliminar a condição humana da maioria das pessoas — ou, seja como for, privá-las daquelas características especiais que tornam superiores, na sua própria opinião, aqueles que empregam o termo. Na origem, seu uso parece não ter sido cultural ou político, mas sim religioso. Santo Agostinho escreve sobre a massa damnata ou massa perditionis (massa condenada; massa de perdição), significando toda a raça humana à exceção dos indivíduos eleitos que Deus inexplicavelmente decidiu salvar.” John Carey

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