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    A escultora (Zona morta #1) -

    C. Ribeiro

    Independente
    2024
    284 páginas
    9h 28m
    ISBN-10: B0CY5RNM9M
    Português Brasileiro
    3.8
    12 avaliações
    Leram19Lendo2Querem30Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados30Avaliaram12

    Nádia Maltês é uma jovem de origem cigana que se consagra como uma escultora de sucesso. Toda sua vida foi uma constante incógnita; seu trabalho como escultora, seus pesadelos, tudo uma porta para o além. Ao se descobrir uma médium, uma mediadora entre os vivos e os mortos, Nádia vai precisar convencer a polícia que criar cenas de crimes é saber demais sobre crimes hediondos, e que faz parte de sua criação. Nádia então compreende que vai precisar de ajuda para conhecer afinal qual seu verdadeiro papel nessa terra de expiações ao lado do psicobiofísico Dr. Tales Eduardo Vieira, porque não sabia que seus dons estavam sendo usados por espíritos errantes, almas atormentadas, para se comunicar através de suas esculturas.

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    Nizete Ribeiro picture
    Nizete Ribeiro30/07/2012Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A ESCULTORA

    O livro tem um inicio intricante, não se assuste, digo isso porque para chegar a verdadeira trama, passamos diversas vezes pelos sonhos ou delírios da protagonista, que nos confunde com a realidade. Conhecemos o passado do vilão - Tibério - mas, não sabemos o que realmente o liga a nossa mocinha, até que aos poucos você vai juntando os quebra-cabeças e sorri de satisfação. Sem dúvida foi uma forma muito sábia de nos prender a este romance sobrenatural delicioso. Malucelli brinca com os fantasmas do passado e do presente, cria um serial Killer cruel e que tem o sádico prazer de deixar de pistas apavorantes, suas vítimas são encontradas de uma forma meio... anormal, como se estivessem posando para uma foto ou escultura. Nossa autora deu cordas a imaginação e criou personagens tão reais que cheguei a sentir arrepios com as situações vivenciadas por eles. Nádia Maltes, uma jovem, filha de ciganos e atual artista em ascensão conhecida como "escultora do pavor", suas obras tem forma de pessoas mutiladas, deformadas, esquartejadas, com o poder de atrair e impressionar o público, transformando o terror em sucesso. Nádia tem uma forma igualmente estranha de criar suas esculturas, ela encontra suas inspirações baseando-se nos sonhos, alucinações ou quem sabe, realidade, acredita sonhar com vítimas sendo cruelmente assassinadas, mas, nunca vê o rosto do monstruoso assassino, e ao acordar dos devaneios encontra a escultura recém criada durante o período que esteve "ausente". As coisas começam a sair do controle quando Nádia sente que o Serial Killer está tentando de alguma forma comunicar-se com ela, deixando de ser apenas sonhos para tornar-se seu pior pesadelo. Entidades paranormais estão fazendo contato, mas Nádia não sabe o que fazer pra salvar as vítimas do cruel assassino. É quando somos apresentados ao policial Adamastor, Delegado Romeu e Dr. Tales - físico quântico, este ultimo, é um enigma, pois, seus dons paranormais dá mais enfase aos acontecimentos. Tibério - o assassino - brinca com os três o tempo todo, dá nome e deixa pistas em suas barbáries e abusa dos dons paranormais de Nádia a ponto de envolve-la no caso. Como prender ou matar o que já está morto? Como encontrar um espírito errante com sede de sangue e pura maldade? Terá que ler pra saber. Cada personagem tem seu brilho, Nádia, ao contrário das outras mocinhas, torna-se cada vez mais forte e obstinada em salvar as vitimas de Tibério. Adamastor, é o equilíbrio, mesmo quando teme o pior. Ele nos mostra que somos simples humanos em busca da fé. Delegado Romeu, cético a respeito de tudo, mesmo quando vê o inexplicável diante de si, mas com o decorrer da história, algumas coisas começam a mudar. Tales, me encantei por ele desde a primeira aparição, sempre com as respostas "na ponta da língua" sempre com dois pés a frente de todos. Sem falar no seu encantador jeito de ser, moreno, alto, olhos intensamente azuis e um corpinho de causar falta de ar!! Não esquecendo de mencionar os personagens secundários que dão corda a história, a governanta Matilde, os empregados Toni e Rosamaria; a intragável, desprezível, prepotente Maritza e seu sonso irmão Luca, donos da Galeria DeLucca e exploradores assumidos dos serviços de Nádia. Enfim, o livro foi escrito em terceira pessoa, com perfeita diagramação e encontrei apenas um erro de edição. Como disse no começo da resenha, a história tem um inicio intricante e misterioso, mas com o decorrer da história você se envolve tanto com os personagens, que os sustos que leva torna-se parte da SUA realidade. Confesso que do meado para o final, já não lia apenas com o abajur ligado, precisava do quarto totalmente iluminado ou deixava pra ler no dia seguinte, à luz do dia na condução indo para o trabalho. Estava viciosamente assustada. Quem gosta de bons sustos e um clima hitchcockiano, indico este magnífico livro, surpreenda-se com as situações vividas e o desfecho. Boa Leitura

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