Desde que eu li o primeiro volume, já fiquei ansiosa pela continuação, mas infelizmente ele não teve o mesmo impacto que o primeiro. Acho que o que me surpreendeu quando descobri Parasyte foi justamente entender como essa contaminação funcionava, como as pessoas eram afetadas dependendo de onde o parasita foi alojado e as interações entre os contaminados e os não contaminados. Mas como nesse volume foi mais uma continuação da história do personagem principal e sua família, sem muitas novas informações, acabou ficando um pouco sem graça. Não que a história não seja legal e que essa mistura de desenhos fofos com mutações bizarras/cenas nojentas não forme um contraste interessante, mas achei que faltou algo mais. Também achei que o Miggy ficou um pouco apagado nesse volume. No primeiro ele era responsável por vários momentos engraçados e de descontração, mas nesse o Shinichi tem muito mais destaque. Acho que se contasse mais sobre a origem dos parasitas, o porquê da infestação e etc, o mangá chamaria mais minha atenção.
Não posso deixar de comentar, no entanto, das diversas reflexões que temos acerca da humanidade tratadas aqui. Eu não lembro se no primeiro volume já era tão pronunciado como neste, mas achei interessante também ter essa camada na história. Apesar de achar interessante, acho que esse foi um dos pontos que fez com que eu não gostasse tanto, acho que eu queria ver mais bizarrices.
Ainda estou pensando se vou continuar com a série. Caso eu fique sabendo que os pontos que eu disse na resenha que me atraem são melhor tratados nos próximos volumes, acho que vale a pena continuar.