Nada mais será como antes -

    Miguel Nicolelis

    Planeta Minotauro
    2024
    512 páginas
    17h 4m
    ISBN-13: 9788542227536
    Português Brasileiro

    Primeira ficção científica de um dos maiores cientistas brasileiros! Uma ameaça sem precedentes, uma rede de conspiradores poderosos e dispostos a tudo... e apenas uma neurocientista e um matemático podem salvar a humanidade. Em um mundo que já começa a colapsar pela falta de cuidado com o meio ambiente, uma catástrofe sem precedentes na história moderna se aproxima, trazendo consigo o poder de destruir toda a civilização eletrônico-digital. Momentos antes do impacto, um matemático e uma neurocientista, tio e sobrinha, tentam lidar ao mesmo tempo com seus dilemas pessoais e o possível colapso do planeta. Em paralelo, uma enorme conspiração mundial, com seus próprios interesses e ambições, está disposta a controlar as mentes e os destinos da humanidade. Em sua estreia na ficção científica, o neurocientista Miguel Nicolelis mistura cientistas, políticos, personagens do mundo financeiro, figuras históricas e outras inventadas para descrever o impacto de um evento cataclísmico, cujo potencial de destruição é quase inimaginável. Nada mais será como antes nos apresenta um futuro muito próximo e possível – talvez até demais –, servindo tanto de alerta como de um caminho de esperança

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    Carlos Eduardo Valesi26/11/2024Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Um primeiro livro que parece exatamente isto

    DISCLAIMER: antes de mais nada, é preciso informar que este que aqui resenha nunca teve coragem de sentar para escrever um livro, apesar da vontade. O primeiro livro de ficção do professor Miguel Nicolelis é uma tentativa de descrever uma distopia que se passa em um futuro próximo, com um pé e meio fincados no presente atual. Infelizmente, a execução deixou muito a desejar. O livro é extremamente longo e cansativo. Poderia ter a metade do tamanho simplesmente retirando-se os adjetivos e advérbios em excesso. As repetições, algumas involuntárias outras em uma tentativa frustada de humor, também irritam bastante. O viés político é aparente, e o futebolístico é risível. Uma descrição extenuante de uma partida de futebol apenas para exaltar seu time de coração e desfilar fatos históricos está apoiada em um encontro "necessário" que não precisava ter acontecido e não vai para lugar nenhum. Aliás, tirando-se os dois protagonistas, absolutamente nenhum personagem é necessário ou faz a história andar. Todas as referências históricas e culturais (e são muitas, mesmo), estão ali apenas para mostrar que são do conhecimento do autor, embora talvez sejam o único proveito real da leitura. Não costumo fazer resenhas tão negativas, e é importante frisar que estou aqui falando apenas da obra, pois tenho muito respeito e admiração pelo autor. Espero que ele continue escrevendo, e em 2036 esse livro seja visto como um rascunho necessário dentro da curva de aprendizado.

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