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    O capital - Livro II (Box O capital #2) - Crítica da economia política: O processo de circulação do capital

    Karl Marx

    Civilização Brasileira
    2024
    588 páginas
    19h 36m
    ISBN-13: 9786558021407
    Português Brasileiro
    4.5
    197 avaliações
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    Box reúne os três volumes de O capital, em tradução pioneira do alemão pelo economista Reginaldo Sant’Anna, e livreto com material de suporte desenvolvido pela socióloga e economista política Sabrina Fernandes. O capital, de Karl Marx, é a obra mais importante das ciências humanas. Em texto de 1998, ao celebrar a edição da Civilização Brasileira – que, à época de seu lançamento, nos anos 1960, era a única tradução brasileira publicada, feito que permaneceu incólume por mais de 40 anos –, o cientista político e intelectual marxista Carlos Nelson Coutinho reforça quão necessário é ter essa obra disponível em sua integralidade. Ainda hoje, a brilhante análise dialética presente neste O capital, que contou com a preparação de Friedrich Engels no segundo e terceiros volumes para a publicação póstuma, não perde o posto entre as teorias econômicas que mais despertam o interesse em todo o mundo. No Livro 1: O processo de produção do capital, Marx apresenta conceitos-chave – como o surgimento do capital, valor de uso e valor de troca, fetichismo da mercadoria e mais-valia –, a formação da sociedade de classes e a relação antagônica entre a classe trabalhadora e burguesa, além das dinâmicas de exploração do trabalho. No Livro 2: O processo de circulação do capital, o autor expõe o modo integrado de circulação da mercadoria, apresenta conceitos-chave – como capital-dinheiro, capital-mercadoria, capital produtivo e capital industrial – e delimita as situações de crise no sistema de capital, não como exceção, mas como um destino irrefreável. No Livro 3: O processo global da produção capitalista, Marx discute a taxa de lucro e seu impacto em diferentes países – o que implica uma crítica do capital diante das relações comerciais entre metrópoles e colônias –, além de reafirmar a situação-limite da acumulação de capital e sua vocação ao colapso. O texto de orelha é de Carlos Nelson Coutinho e o design é assinado pelo premiado artista gráfico Gustavo Piqueira. O livreto que acompanha o box conta com uma apresentação da socióloga e economista política Sabrina Fernandes sobre a importância de cada volume, além de traduções inéditas feitas por ela da biografia de Marx escrita por Friedrich Engels e da de Engels escrita por Vladimir Lenin. Também são publicadas reproduções históricas de folha de rosto das primeiras edições de O capital, cronologia e bibliografia de apoio. É com orgulho, portanto, que a Editora Civilização Brasileira reapresenta os três livros que compõem O capital – a magnum opus de Karl Marx –, traduzidos diretamente do original alemão, em um gesto pioneiro no Brasil, pelo economista baiano Reginaldo Sant’Anna. Reafirma-se, assim, o compromisso histórico da Civilização Brasileira com a divulgação das ideias de Karl Marx, prezando pela praticidade de consulta e pesquisa para incontáveis leitores e leitoras, que, como as gerações passadas, seguem tendo esta obra como referência primordial.

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    Doney Corteletti Stinguel26/07/2021Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    O Capital: crítica da economia política. Livro II: o processo de circulação do capital, de Karl Marx

    Parte I: “O capital industrial é o único modo de existência do capital em que este último tem como função não apenas a apropriação de mais-valor ou de mais-produto, mas também sua criação. Esse capital condiciona, portanto, o caráter capitalista da produção; sua existência inclui a existência da oposição de classes entre capitalistas e trabalhadores assalariados. À medida que o capital se apodera da produção social, a técnica e a organização social do processo de trabalho são revolucionados e, com isso, o tipo histórico-econômico da sociedade. Os outros tipos de capital, surgidos antes dele em condições sociais de produção pretéritas ou em declínio, não apenas se subordinam a ele e são por ele modificadas no mecanismo de suas funções, mas se movem exclusivamente com base nele e, portanto, vivem e morrem, mantêm-se e desaparecem com essa sua base. O capital monetário e o capital-mercadoria, na medida em que aparecem investidos da função de agentes de um ramo próprio de negócios ao lado do capital industrial, são apenas modos de existência – autonomizados e unilateralizados pela divisão social do trabalho – das diferentes formas funcionais que o capital industrial ora assume, ora abandona no interior da esfera da circulação.” * Mais do blog Lista de Livros em: https://listadelivros-doney.blogspot.com/2021/07/o-capital-critica-da-economia-politica.html XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Parte II: “Na realidade, a produção capitalista é a produção de mercadorias como forma geral da produção, mas o é apenas e cada vez mais à medida de seu desenvolvimento, porque o próprio trabalho aparece aqui como mercadoria, porque o trabalhador vende o trabalho, isto é, a função de sua força de trabalho, e o faz, como pressupomos, pelo valor determinado por seus custos de reprodução. Na medida em que o trabalho se torna trabalho assalariado, o produtor se torna capitalista industrial, razão pela qual a produção capitalista (e, portanto, também a produção de mercadorias) só se revela em toda sua extensão quando o produtor agrícola direto é também trabalhador assalariado. Na relação entre capitalista e trabalhador assalariado, a relação monetária, a relação entre comprador e vendedor torna-se uma relação imanente à própria produção. Porém, tal relação se baseia, segundo seu fundamento, no caráter social da produção, e não no do modo de intercâmbio; este resulta, ao contrário, daquele. Ademais, é natural que ao horizonte burguês, limitado à realização de negócios, escape inteiramente o fato de que é o caráter do modo de produção que constitui o fundamento do modo de intercâmbio a ele correspondente, e não o contrário.” * Mais do blog Lista de Livros em:

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