A história da humanidade, sob o prisma da comunicação.
Nesse livro, Harari desenvolve um pequeno trecho do começo de "Sapiens", quando menciona o sucesso da raça humana não em razão de força ou habilidade, mas sim da capacidade comunicativa e distribuição de tarefas. Amparado por fatos históricos, o autor relata a evolução da civilização humana, tomando como referência tecnologias de comunicação. Dos primeiros grunhidos, aos símbolos, os algarismos, escrita na pedra, escrita na madeira, o papiro, o papel, desenvolvimento de um método de impressão em massa de livros; telégrafo, rádio, telefone, televisão internet e a atual inteligência artificial. A postura alarmista da escrita merece críticas, embora sirva de motivação para seguir na cansativa leitura, de mais de 500 páginas. O autor defende que tecnologias como o telegrama, rádio e o telefone permitiram governos de larga escala, sejam eles monarquias, ditaduras ou mesmo a democracia. E que a impressão em massa de bíblias permitiu a criação da primeira grande rede social da humanidade, o Cristianismo. Aqueles que presenciaram essas mudanças viveram momentos de grande revolução em suas vidas. Atualmente, não vivemos a revolução da criação de uma nova ferramenta. O autor defende a tese de que estamos criando seres autônomos, com capacidade de comunicação dentro das redes de informação, e com capacidade de aprendizado bem superior à da raça humana. E a grande contribuição dessa leitura é alertar para as possibilidades, boas e ruins, controladas ou não, e o que pretendemos, como humanos, com isso e com nosso futuro. Excelente leitura a acrescer a consciência social e perspectiva de futuro. Um dos principais temas da atualidade.
