Uma crítica contundente à escatologia cristã. O autor faz diversas críticas ao Evangelho de Mateus, que apresenta a promessa de Jesus de voltar antes que os discípulos percorressem todas as tribos de Israel espalhando o evangelho. Além disso, Jesus afirma que alguns dos que ali estavam (dirigindo-se aos discípulos) não experimentariam a morte antes de presenciarem seu retorno com poder e grande glória. Contudo, todos morreram, e tal evento – sua segunda vinda – não ocorreu. Jason também convida o leitor a pisar firmemente no chão e encoraja-o a ver o livro do Apocalipse como uma série de histórias de terror e fantasia, escritas por João, que são, em sua maioria, reaproveitamentos de trechos de livros anteriores, incluindo as pragas do Egito, numa versão mais violenta, sem qualquer efeito prático. Como cético, concordo com o autor ao questionar a veracidade dos eventos espetaculares da Bíblia e concluo que ela está presa ao seu tempo e aos contextos histórico, político, cultural, linguístico e social, não podendo ser utilizada como parâmetro moral ou norteadora de qualquer sociedade atual de maneira fundamentalista.