O começo da história é o prelúdio de tudo que viria a seguir.
Pessolmente, dei mais estrelas pelo seme ser bem green flag e respeitar todos os limites do uke.
Isso, no fim das contas, acabou sendo o determinante para uma avaliação positiva vinda de mim.
A leitura, por si, não é nada de extraordinária. Não mudou a minha vida, foi apenas um momento para me divertir e foi o suficiente.
E eu confesso que eu demorei um pouco mais para ler porque são 45 capítulos, fora os especiais, de pura enrolação, de pura fetichização e piadocas que envolvam um cunho sexual ou de algo sexual.
Acaba me incomodando um pouco o fato da autora ter transformado o uke em um glutão que troca sexo por comida, mas, não o suficiente para que eu me importe com essa obra mais daquilo que ela representa.
Não há grandes aprofundamentos no roteiro, não há retornos ao passado, não há humanização maior do personagem do Seonwoo, não há explicações da relação do Beom com a família, não há desfechos satisfatórios, não há uma maior complexidade de sentimentos e não há um desenvolvimento digno.
E isso não é uma crítica, é o que a autora se pretende fazer.
A obra dela se pauta unicamente no fato de que temos um ex-acompanhante de luxo/trabalhador do sexo que, eventualmente, acaba engravidando de um dos donos do estabelecimento que ele trabalhava. Lá, ele vai substituir uma outra pessoa e conhece a pessoa que é o pai do filho dele, que, por coincidência, é um mafioso. Os dois se apaixonam.
Eu diria que é uma temática extremamente cozy para uma história que não se permite ser.
Como disse acima, não é extraordinário, mas se fechar os olhos para todos esses pontos que tratei, certamente vai ser uma leitura de passatempo.