Intenso, imprevisível e absolutamente viciante: um suspense que desafia a mente do leitor até o ponto final.
Vou começar essa resenha dizendo que esse livro me conquistou. 🥰 O autor constrói um quebra-cabeça intrigante e vicioso, os capítulos são curtos, terminam em ganchos agonizantes e a sensação de urgência é constante. Fiquei perplexa pela forma como o autor entrelaçou a vida de todos os personagens, e a forma como todas elas se chocam no final. Entretanto para isso ele se utiliza de um artifício que descobrimos apenas quando o primeiro plot aparece, e devo dizer que achei simplesmente genial! Pactos Mortais é um livro ambicioso. O autor usa sua bagagem real como ex-advogado para tecer críticas ácidas à lentidão e às falhas do sistema judiciário. Além disso o livro explora o trauma e a vingança, destacando como o luto violento pode transformar pessoas e levá-las a atos extremos de justiça pessoal. A obra foca na obsessão e na ausência de conexões para cometer crimes perfeitos, mergulhando profundamente na psique de suas personagens. Para funcionar, o livro exige que você aceite o jogo do autor. Sim, há um excesso de pistas falsas e algumas reviravoltas exigem que você suspenda a descrença. Mas o desfecho compensa o voto de confiança. Quando as peças do quebra-cabeça finalmente se encaixam, o impacto é devastador. Uma leitura eletrizante que nos força a encarar o espelho e perguntar: se o sistema falhasse com você, até onde iria a sua sede de justiça?







