As Benevolentes [ebook] -

    Jonathan Littell

    Alfaguara
    2007
    1337 páginas
    1d 20h 34m
    ISBN-10: B00AN8GMOW
    Português Brasileiro

    Um ex-oficial nazista se reinventa anos após a guerra. Um intelectual versado em literatura e filosofia esconde um passado sombrio e monstruoso. As Benevolentes coloca um espelho frente à humanidade, e o leitor não consegue se desviar de seu reflexo. Neste épico histórico, Eichmann, Himmler, Heydrich - até o próprio Hitler - desempenham papel fundamental. Considerado pela crítica o ''novo Guerra e Paz'', As Benevolentes tornou-se fenômeno de vendas e já é visto como um clássico da literatura contemporânea. Para se ter ideia da repercussão da obra na França, Jonathan Littell chegou a ser comparado a Tolstói pelo jornal Le Monde. Profundo e arrebatador, As Benevolentes trata dos horrores da Segunda Guerra Mundial sob a ótica do carrasco. São as memórias de Maximilien Aue, jovem alemão de origem francesa que, como oficial nazista, participa de momentos sombrios da recente história mundial: da execução dos judeus, as batalhas no front de Stalingrado, a organização dos campos de concentração, até a derrocada final da Alemanha. Aue, no entanto, não tem somente lembranças de guerra. Vivendo anonimamente na França, onde administra uma tecelagem, ele se recorda também de sua deturpada relação com a família. Seu relato compõe um livro impressionante, assombrado tanto por sua fria meticulosidade quanto por seu delírio insano. Através dos olhos de Aue, o leitor é levado a vislumbrar o mal de uma forma jamais imaginada. Prêmio da Academia Francesa 2006 Prêmio Goncourt 2006

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    Doney Corteletti Stinguel23/12/2013Resenhou um livro
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    Lista de Livros: As Benevolentes, de Jonathan Littell

    “Rastejamos por muito tempo nesta terra como uma lagarta, à espera da borboleta esplêndida e diáfana que carregamos dentro de nós. O tempo passa, a ninfose não chega, permanecemos larva, constatação aflitiva, o que fazer? O suicídio, naturalmente, continua sendo uma opção. Mas, para falar a verdade, o suicídio não me atrai muito. Pensei nisso, claro, durante muito tempo, e se tivesse de recorrer a ele, eis como agiria: apertaria uma granada contra o peito e partiria numa viva explosão de alegria. Uma granadinha redonda da qual eu removeria o pino com delicadeza antes de soltar a trava, sorrindo ao barulhinho metálico da mola, o último que eu ouviria, afora os batimentos do coração nos ouvidos. E depois finalmente a felicidade, ou, em todo caso, a paz, e as paredes do meu escritório enfeitadas com retalhos de carne. A limpeza caberá às faxineiras, são pagas para isso, o problema é delas.” * * “Apesar dos meus defeitos, e eles são muitos, ainda sou dos que acham que as únicas coisas indispensáveis à vida humana são o ar, a comida, a bebida e a excreção, além da busca pela verdade. O resto é facultativo.” * * ““Em todo caso”, acrescentava sentenciosamente Vogt, “Deus está com a nação e o Volk alemães. Não podemos perder esta guerra.” – “Deus?”, cuspia Blobel. “Deus é comunista. E se eu o encontrar pela frente, ele terminará como seus comissários”.” * * Mais do blog Lista de Livros em:

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