O 18 de Brumário de Luís Bonaparte -

    Karl Marx

    L&PM
    2020
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-10: B009C3GF6E
    Português Brasileiro

    Em 9 de novembro de 1799, o processo revolucionário – em curso na França desde 1789 – foi interrompido por Napoleão Bonaparte com um golpe de Estado que ficou conhecido como 18 de brumário. Cerca de cinquenta anos depois, em dezembro de 1851, seu sobrinho, Luís Bonaparte, presidente eleito da França, repetiu o feito e deu um autogolpe, dissolvendo o Parlamento. Neste texto primoroso, de título irônico, escrito entre o final de 1851 e março de 1852 (após a publicação de Manifesto do Partido Comunista, de 1848), o pensador Karl Marx (1818-1883) observa e analisa os movimentos da política enquanto estes se desenrolam. Tratando os acontecimentos, as disputas e consequências sob sua concepção materialista da história, criou um dos grandes clássicos das ciências humanas, estudado e reverenciado no mundo todo. Uma obra que, quase dois séculos após os fatos narrados, permanece atual devido à argúcia com que analisa as forças políticas de uma sociedade em convulsão.

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    Doney Corteletti Stinguel30/12/2015Resenhou um livro
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    Lista de Livros: O 18 de Brumário de Luís Bonaparte, de Karl Marx

    “Em alguma passagem de suas obras, Hegel comenta que todos os grandes fatos e todos os grandes personagens da história mundial são encenados, por assim dizer, duas vezes. Ele se esqueceu de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa.” * “Os homens fazem a sua própria história; contudo, não a fazem de livre e espontânea vontade, pois não são eles quem escolhem as circunstâncias sob as quais ela é feita, mas estas lhes foram transmitidas assim como se encontram. A tradição de todas as gerações passadas é como um pesadelo que comprime o cérebro dos vivos. E justamente quando parecem estar empenhados em transformar a si mesmos e as coisas, em criar algo nunca antes visto, exatamente nessas épocas de crise revolucionária, eles conjuram temerosamente a ajuda dos espíritos do passado, tomam emprestados os seus nomes, as suas palavras de ordem, o seu figurino, a fim de representar, com essa venerável roupagem tradicional e essa linguagem tomada de empréstimo, as novas cenas da história mundial. Assim, Lutero se disfarçou de apóstolo Paulo, a revolução de 1789-1814 se travestiu ora de República Romana ora de cesarismo romano e a revolução de 1848 não descobriu nada melhor para fazer do que parodiar, de um lado, o ano de 1789 e, de outro, a tradição revolucionária de 1793-95. Do mesmo modo, uma pessoa que acabou de aprender uma língua nova costuma retraduzi-la o tempo todo para a sua língua materna; ela, porém, só conseguirá apropriar-se do espírito da nova língua e só será capaz de expressar-se livremente com a ajuda dela quando passar a se mover em seu âmbito sem reminiscências do passado e quando, em seu uso, esquecer a sua língua nativa.” * “O puro egoísmo que faz com que o burguês comum sempre esteja inclinado a sacrificar o interesse geral da sua classe em favor deste ou daquele motivo privado.” * “A burguesia necessariamente temerá a estupidez das massas enquanto elas permanecerem conservadoras, e o discernimento das massas assim que elas se tornarem revolucionárias.” * P.S.: A parte mais relevante e atual do livro é também tratada de maneira bem didática e esclarecedora pelo professor Alysson Mascaro em: https://youtu.be/7bM4y9hsJS4 * Mais do blog Lista de Livros em:

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