Melhor livro da autora até agora!
Normalmente não costumo a amar os livros da CoHo, achando-os em sua maioria medianos demais para o hype que ganham, mas esse livro em específico gostei bastante. Felizmente a CoHo conseguiu escrever uma personagem feminina que não seja tapete de macho (porque só Sloan/Lily se salvavam). Ah! Gostei também do personagem masculino, até porque os únicos que foram realmente decentes até hoje para mim, foram: Atlas (É Assim que Acaba) e Luke (Tarde Demais). Kenna Rowan foi presa durante anos por homicídio involuntário e o preço além da sua liberdade foi perder os direitos parentais sobre a sua filha, Diem. A história dela é tão sofrida e sensível que sentir empatia por ela é o mínimo que devemos ter por outro ser humano. Acredito em segundas chances (menos para traidor kkk) e a Kenna merecia pelo menos ser ouvida desde o primeiro momento que aparece. Ledger Ward é um ex-atleta e agora dono de um Bar. Led foi o melhor amigo do Scotty (ex-namorado da Kenna). Ele tem uma conexão incrível com a pequena, Diem. É dificil estar no lugar do Led, por conta da lealdade e tristeza pelo amigo que morreu e, ao mesmo tempo lutar contra os seus instintos e o seu lado empático por conta da Kenna. A leitura é bastante sensível e a escrita é super fluida. Por ser ponto de vistas intercalados conseguimos saber mais sobre Kenna e o seu ex-namorado, e também os sentimentos do Led sobre a relação dele com os avôs paternos da Diem. Consigo compreender perfeitamente o lado dos pais do Scotty, do Led e principalmente da Kenna. Achei interessante o tópico abordado no livro, pois foi tema de um trabalho meu na faculdade. Raramente é dito sobre a solitude das (ex)detentas, abandono emocional e o quanto as mulheres são culpabilizadas em maior escala que os homens, também sobre a parcialidade judiciária sobre casos com mulheres como réu, e claro o julgamento excessivo da sociedade em situações que são por vezes menos graves que outros delitos. Sobre a construção do relacionamento dos personagens achei rápida demais, mas entendo perfeitamente a solidão que a Kenna se encontrava após sair da prisão. No entanto, a relação com os personagens secundários foram bem introduzida no enredo, sem parecer apenas enfeites. Não gosto muito da CoHo, mas esse livro foi um dos melhores dela. Eu não sou injusta, reconheço quando um livro é bom, e esse é excepcional por toda a carga emotiva que transcende o gênero romance.










