Acabo de terminar a leitura e queria registrar o que sinto agora.
Esse é o 5 livro do king que leio, gostei, o prefácio foi perfeito! Cativante, misterioso e macabro. Dai o começo foi lento, até a página 80, depois o livro pegou fogo e eu só parei de ler pois me deu uma dor de cabeça infernal, igual a do personagem principal. O mistério e investigação policial intercalado com esse mal inédito que é um pseudônimo gêmeo do mal criar vida e se vingar de quem ajudou a matá-lo.
Dai depois de um tempo o ritmo ficou lento, não tinha mais crime pra investigar e o livro tomou um rumo sobrenatural que me desanimou um pouco.
Os personagens são muito tridimensionais, o enredo é muito real. E o King escreve muito detalhe que monta essa narrativa. Apesar de muitas vezes isso me dar muito sono e querer pular páginas pq são conteúdos prolixo que não contribuem para o enredo principal
Esse livro é muito sangrento e violento, vencendo de todos os outros que li até agora.
Aqui foi uma forma dele extravasar a todos os sentimentos conflitantes que sentiu quando ele matou o próprio pseudônimo, os acontecimentos da vida real estão romantizaria aqui e a carga sobrenatural e mística do George contribuiu para entendermos todas as sensações do king, foram varias frases que li do thad que eu senti que era a boca do king falando. Pois ele era o Thad, essa romantização de um sentimento real criou esse livro de terror diferente e muito bom. Cheio de complexidade e inteligente.
Mas eu sinto um incômodo quando leio os livros dele, uma coisa que me afasta muito das histórias dele: 4/5 dos livros que li os personagens principais eram o próprio king, varias facetas dele, mas era ele. Escritor ou homem de família meio perturbado. E isso não é problema nenhum, o que me deixa cansada é que, apesar de ele não ser machista, existe pouquíssimas mulheres nos livros, e elas sempre são mães ou irmãs. O que as define é o instinto materno, apesar de serem inteligentes, audaciosas elas não tem parte ativa em nada. Nesse livro não teve muuuito homem, e 3 mulheres, contando o bebê.
O king escreve o que ele conhece, e ele faz isso muito bem. Não é uma crítica, mas como eu me sinto sobre os escritos dele, que apesar de serem bons e com substância, sinto um distanciamento.
Mas isso é completamente normal é compreensível então nada que seja pecado ou tire mérito da obra.