A mulher habitada -

    Gioconda Belli

    Rosa dos Tempos
    2025
    448 páginas
    14h 56m
    ISBN-13: 9786589828440
    Português Brasileiro

    O primeiro romance da premiada escritora Gioconda Belli, traduzido para 14 idiomas, chega na Rosa dos Tempos. É início dos anos 1970. Lavínia acaba de concluir seus estudos na Europa, sai da casa dos pais e conhece Felipe, um colega de trabalho que a provoca sexual e intelectualmente. Quando ele aparece com um colega ferido na casa de Lavínia, ela descobre que Felipe faz parte do Movimento de Libertação Nacional, que luta para derrubar a ditadura instaurada no país. Conforme o relacionamento dos dois avança, Lavínia passa a se questionar cada vez mais sobre seu papel na sociedade e decide se engajar na luta armada. Suas reflexões sobre resistência e ancestralidade vêm também de Itzá, uma mulher indígena que lutou contra os colonizadores espanhóis junto do amor de sua vida e que agora, encarnada na laranjeira do quintal de Lavínia, se comunica misteriosamente com a jovem. Intercalando a perspectiva dessas duas revolucionárias, Belli narra com lirismo e perspicácia não só a luta pela liberdade de dois povos mas também duas épicas histórias de amor. Gioconda Belli é, sem dúvida, uma das maiores vozes intelectuais da Nicarágua. Antes de se dedicar à literatura, filiou-se à Frente Sandinista de Libertação Nacional, partido responsável por derrubar o ditador Somoza. Após vencer o Prêmio Casa de las Américas e se consagrar poeta, se aventurou como romancista com A mulher habitada. Com esta estreia, impressionou tanto o público quanto a crítica. Na Alemanha, o livro teve sucesso estrondoso, ultrapassando a marca de um milhão de exemplares vendidos, o que contribuiu para que, em 1989, Belli fosse agraciada com o Prêmio Anna Seghers, que incentiva autores promissores.

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    Gisele Santos27/04/2026Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Leitura de Nicaragua 🇳🇮

    Esse é um livro que não grita sua força, mas a infiltra, como raízes que crescem por baixo da pele. Acompanhando Lavinia, senti que a história não era só dela, mas de muitas mulheres antes e depois, como se o tempo fosse um corpo só, habitado por memórias que se recusam a desaparecer. O que mais me marcou foi essa fusão entre o íntimo e o político. A luta não aparece apenas nas ruas, mas dentro dela, nas escolhas, nos medos, no despertar de uma consciência que vai se tornando impossível de ignorar. E há algo de profundamente bonito na forma como o passado insiste em viver no presente, como se dissesse que nenhuma transformação nasce do zero. É um livro sobre revolução, sim, mas também sobre pertencimento. Sobre entender quem se é quando se olha para trás — e, ainda assim, decidir seguir em frente.

    15 curtidas

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