La increible y triste historia de la Candida Erendira y de su abuela desalmada -

    Gabriel Garcia Marquez

    Editorial Planeta Mexicana Sa De cv
    2004
    158 páginas
    5h 16m
    ISBN-10: 9681317084
    Espanhol

    La cándida Eréndira y su abuela desalmada personifican la inocencia y la maldad, el amor y su perversión, al tiempo que el relato recuerda las gestas medievales y los cantos provenzales o trovadorescos, aunque siempre inmersos en el peculiar mundo del Caribe americano. García Márquez nació en Aracata, Magdalena, Colombia el 6 de marzo de 1927 y murió el 17 de abril de 2014 en Ciudad de México. En 1982 recibió el Premio Nobel de Literatura y ha escrito numerosas obras entre las que destacan entre otras: Cien Años de Soledad, Crónica de una Muerte Anunciada, Del Amor y Otros Demonios, Doce cuentos peregrinos, El Amor en los Tiempos del Cólera, El coronel no tiene quien le escriba, Noticia de un secuestro, Relato de un naufrago, La increíble y triste historia de la cándida Eréndira y de su abuela desalmada...

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    Fabio Shiva04/01/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A realidade é mágica e a vida é fantástica: assim ensina a literatura!

    Se você nunca leu uma história de realismo mágico e desconhece o que seja a literatura fantástica, acho que dificilmente encontrará uma obra que explique o que é tudo isso em poucas páginas de forma melhor que essa pequena obra-prima. “A Incrível e Triste História da Cândida Erêndira e sua Avó Desalmada” consiste em seis contos e mais uma noveleta, que é justamente a história que dá título ao livro. Os textos foram escritos ao longo de um hiato de 11 anos, entre 1961 e 1972. Quero registrar o nome das histórias, pois acho que transmitem um pouco de seu sabor mesmo para quem não as leu ainda: “Um Senhor Muito Velho com umas Asas Enormes” (1968), “O Mar do Tempo Perdido” (1961), “O Afogado Mais Bonito do Mundo” (1968), “Morte Constante para Lá do Amor” (1970), “A Última Viagem do Navio-Fantasma” (1968), “Blacaman, o Bom Vendedor de Milagres” (1968) e “A Incrível e Triste História da Cândida Erêndira e sua Avó Desalmada” (1972). Guardo também esse trecho de “A Última Viagem do Navio-Fantasma”, cujo vívido lirismo me emocionou profundamente: “(…) e assim remava tão ensimesmado que não soube de onde chegou, de súbito, um pavoroso bafo de tubarão, nem por que a noite se fez densa como se as estrelas tivessem morrido de repente, e era porque o transatlântico estava ali, com todo o seu inconcebível tamanho, mãe, maior que qualquer outra coisa grande no mundo e mais escuro que qualquer outra coisa escura da terra ou da água, trezentas mil toneladas cheirando a tubarão, passando tão perto do bote que ele podia ver as costuras do precipício de aço, sem uma só luz nos infinitos olhos de boi, sem um suspiro nas máquinas, sem uma alma, e levando consigo seu próprio âmbito de silêncio, seu próprio céu vazio, seu próprio ar morto, seu tempo parado, seu mar errante no qual flutuava um mundo inteiro de animais afogados (…)” Rememoro ainda certa passagem de um dos contos, que embora narrada de forma leve e lúdica, representa simplesmente uma das cenas mais horripilantes que já li em um livro! Não entro em detalhes para não cometer spoiler, mas repare bem: a cena é contada de forma até engraçada, graças ao gênio de García Márquez, contudo a ideia que ela descreve é sinistra e assustadora em um nível raramente atingido por nomes como Allan Poe, Lovecraft ou Stephen King. Recorro a essa forma enviesada de escrever essa resenha por uma relutância natural de responder de forma direta à pergunta: mas afinal, o que é a literatura fantástica? Do que trata mesmo o realismo mágico? Hesito em responder essas perguntas da mesma forma que hesitaria em responder essas outras: o que é a vida? O que pode ser definido como realidade? Posso dizer apenas (e não é pouco) que quanto mais leio realismo mágico e literatura fantástica, mais me convenço de que são formas privilegiadas de expressar, pela Arte, a totalidade da vida. Seja lá o que for a vida, ela é fantástica! E sem dúvida alguma a realidade (independente do que seja) pode ser chamada de mágica! Encerro agradecendo pela feliz oportunidade de ter lido García Márquez logo em seguida a Shakespeare. Nunca antes havia atentado na singular similaridade entre esses dois gênios: eles são igualmente únicos e incomparáveis, por trazerem o âmago de sua Poesia interior para dar vida à sua forma muito especial de fazer Literatura. E viva o Bardo! E viva Gabo! https://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com/2023/01/a-realidade-e-magica-e-vida-e.html

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