Ship of Magic (The Liveship Traders #1) -

    Robin Hobb

    Del Rey
    2023
    830 páginas
    1d 3h 40m
    ISBN-13: 9780593724309

    The first novel in Robin Hobb’s beloved Liveship Traders Trilogy —now featuring a stunning new cover. Bingtown is a hub of exotic trade and home to a merchant nobility famed for its liveships—rare vessels carved from wizardwood, which ripens magically into sentient awareness. Now the fortunes of one of Bingtown’s oldest families rest on the newly awakened liveship Vivacia . For Althea Vestrit, the ship is her rightful legacy. For Althea’s young nephew, wrenched from his religious studies and forced to serve aboard the ship, the Vivacia is a life sentence. But the fate of the ship—and the Vestrits—may ultimately lie in the hands of an the ruthless buccaneer captain Kennit, who plans to seize power over the Pirate Isles by capturing a liveship and bending it to his will. Don’t miss the magic of the Liveship Traders SHIP OF MAGIC • MAD SHIP • SHIP OF DESTINY

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    Victor Zidane19/06/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    UMA HSITORIA QUE PARECE INCOMPLETA

    Acho curioso como um livro tão extenso me deixou, no final, com a sensação de que não aconteceu muita coisa. Apesar da escrita ser muito boa e descritiva, achei que a história passou rapidamente. Foi uma leitura, em sua maior parte, proveitosa, apesar de ter várias ressalvas sobre a obra como um todo. Começando pelo final, terminei o livro com uma sensação de insatisfação e incompletude. Eu sei que é uma trilogia e que a história não termina aqui de fato, mas o livro por si só precisa ter um fechamento adequado. A narrativa precisa transmitir uma sensação de completude; é necessário sentir que acompanhei arcos que se desenvolveram do início ao fim. Em muitos aspectos deste livro, no entanto, não senti isso. O único personagem que sinto ter tido um arco decente nesta história é Wintrow. Ele começa de forma simples, com objetivos e uma vocação a seguir, apesar de enfrenta grandes obstáculos em seu caminho. Ao longo do livro, passa por uma jornada de autodescoberta. No final, sinto que ele amadureceu verdadeiramente e cresceu, mesmo sendo um pouco teimoso às vezes. Alguns dos personagens ao seu redor são tão desprezíveis que é fácil simpatizar com os desafios que ele enfrenta. Falando em personagens desprezíveis, Kyle e Malta são insuportáveis, assim como outros personagens secundários que parecem forçados às vezes, como Torg, cuja única função parece ser criar dificuldades para Wintrow. Ele não tem muito propósito além de ser uma presença negativa, ao contrário de Kyle e Malta, que, embora sejam terríveis, têm motivações e consequências claras para suas ações, o que os torna personagens mais complexos. Kyle funciona como um personagem que voce ama odiar, eu acho; muitas vezes impulsiona a história e manipula outros personagens, especialmente sua própria esposa. Por outro lado, Malta é tão irritante que prejudica o ponto de vista de outros personagens. Além disso, a trama envolvendo as três mulheres na cidade, lidando com problemas financeiros e familiares, é tediosa. A história toca levemente em temas que podem ser desenvolvidos nos próximos livros, mas os pontos de vista delas e o contexto político e social da cidade e da família ficam em segundo plano e não são bem explorados. Ronica tenta parecer madura e no controle, mas na verdade parece tão perdida quanto os outros. Além disso, a história dessas três termina de forma bastante insatisfatória; as personagens começam e terminam praticamente iguais, com exceção de uma mudança no ponto de vista de Ronica, que ocorre de forma muito repentina. Senti essa sensação de incompletude com vários personagens. Althea, para mim, teve um dos finais mais decepcionantes, apesar de ter tido seu próprio desenvolvimento. Ela às vezes era irritante, não da mesma maneira que Kyle e Malta, mas de outras formas. É irônico que não tenha muito o que dizer sobre Althea, considerando que ela é uma das principais protagonistas, mas é porque tenho a impressão de que não muita coisa aconteceu com ela. Ela tem um plano inicial ridículo que não faz sentido desde o início, embarca em uma jornada de A a B com uma motivação principal clara, mas sem muito propósito para suas ações no caminho. No final, quando tudo dá errado por sua própria culpa, a história a recompensa com outra oportunidade, que parece mais fácil do que a anterior e com mais ajuda, dando a impressão de que tudo o que ela passou até ali não teve consequências significativas. Barshen e Paragon foram dois personagens dos quais esperava mais ao longo da história, mas acabaram sendo secundários demais ou apenas ferramentas para ajudar outros personagens. Brashen, em particular, parece existir na história apenas para ajudar Althea, e no final, ficamos um pouco curiosos sobre seu passado, que não é explorado o suficiente. Pra não dizer que eu só critiquei os personagens, gosto muito do Kennit e da progressão da história dele, que apesar de ser pouca e devagar, realmente parece que ele tá fazendo coisas e conquistando seus objetivos, sempre que aparece ele da algum passo em alguma direção, até quando ele não pode mais dar passos... É um personagem ambíguo que traça seus próprios objetivos, e gosto da ambiguidade porque ele é imprevisível até o final da história; nunca temos certeza se será um aliado ou um antagonista. Embora eu tenha mencionado mais críticas do que elogios, no geral gostei do livro. É muito bem escrito e criativo, com ideias e propostas que podem ser mais desenvolvidas nos próximos livros. Espero que alguns personagens também melhorem e tenham ações mais efetivas na história como um todo. Isso porque eu nem falei a história das serpentes do mar lá que começa sem pé nem cabeça e acaba sem pé nem cabeça.

    6 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.5 / 105
    • 5 estrelas44%
    • 4 estrelas47%
    • 3 estrelas8%
    • 2 estrelas2%
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