Sinopse: Kimie é uma mulher independente, despreocupada e sexualmente liberal no Japão do início do século XX. Alternando seu cotidiano entre seu emprego como garçonete, um pouco de prostituição e alguns casos por passatempo, ela leva uma vida pacata, que passa a ser abalada quando acontecimentos aparentemente sem importância, armados por alguém mal intencionado, despertam suas suspeitas.
Por meio de uma narrativa descomplicada e fluida, são apresentados personagens que pouco têm de extraordinários e suas formas de encarar a paixão, o ciúme e a busca pelo prazer. Além dos preconceitos que cada um carrega a respeito de comportamentos de moral duvidosa e da hipocrisia que alguns insistem em não enxergar em si mesmos.
É uma leitura bem rápida e agradável, ótima para trajetos casa-trabalho em ônibus e metrô. O livro é leve, com menos de duzentas páginas, o que facilita se precisar segurar com apenas uma mão.
Sobre a capa: Confesso que sou fã das capas com pinturas que a Estação Liberdade escolhe para vários de seus títulos japoneses (exceto no caso de “Musashi”, com cores de fundo que me incomodaram nas duas edições), então… foi uma das coisas que me impulsionaram a comprar o livro sem nem ter ideia do enredo. Segundo os créditos no verso da folha de rosto, a imagem é um detalhe de arte em biombo que retrata uma passagem de “Genji Monogatari”, um romance japonês escrito no séc. XI por uma mulher, considerado o primeiro romance literário no mundo.
http://medodespoiler.wordpress.com/2011/01/28/cronica-da-estacao-das-chuvas-nagai-kafu/