Uma Janela Sombria (O Rei Pastor #2) -

    Rachel Gillig

    2025
    2024
    392 páginas
    13h 4m
    ISBN-13: 9789895626427
    Português

    Elspeth Spindle precisa de mais do que de sorte para sobreviver no reino de Blunder: precisa de um monstro. E trá-lo preso dentro da própria mente. Chama a esse espírito antigo e impulsivo Pesadelo, ainda que este a proteja e lhe guarde todos os segredos. Mas tudo tem um preço, especialmente quando se trata de magia. Ao cruzar-se com um misterioso salteador na floresta, Elspeth é arrastada para um mundo de sombras e intrigas. Juntos, embarcam numa missão perigosa para quebrar a maldição que está a envenenar o reino. Com os riscos a aumentarem e a atração entre ambos a tornar-se impossível de ignorar, Elspeth é forçada a enfrentar o seu segredo mais obscuro: o monstro está lentamente a apoderar-se da sua mente. E talvez ela não seja capaz de o deter.

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    Fabricia Matos picture
    Fabricia Matos09/07/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    “Neste conto a donzela tem sangue nas mãos.”

    Uma Janela Sombria é o primeiro livro da duologia o Rei Pastor e traz a história da jovem Elspeth Spindle, que vive com seus tios, os Hawthorn, desde que foi acometida na infância por uma febre que é causada pela Maldição que envolve o Reino de Blunder. Tudo na vida de Elspeth muda quando ela encontra um bandoleiro na floresta e descobre que ele é Ravyn Yew, sobrinho do rei e capitão dos Corcéis da Guarda Real. Juntos eles formarão uma aliança e irão conspirar contra a cora buscando quebrar a maldição que se esconde na Névoa em torno do Reino. Repleto de enigmas, mistério e intrigas, com personagens fortes e distintos, a trama é uma premissa única, pois toda a magia está contida nas Cartas da Providência que são a chave para curar a Praga que assola Blunder. Gostei bastante da história, passa uma vibe gótica com uma mistura de Chapeuzinho Vermelho em um mundo cheio de segredos e traições. "Ele e eu éramos iguais. Dotados de magia antiga e terrível. Urdidos em segredo, escondidos em meias-verdades. Éramos a escuridão de Blunder, a lembrança de que a magia bravia e incontida prevalecia, por mais desesperadamente que tentassem esmagá-la. Éramos aquilo que temiam. Éramos o equilíbrio." "Lembre-se disso quando finalmente tiver coragem de admitir. No fim das contas, eu não tomei nada que você não tenha me dado." "Eu me vi refletida em sua expressão, o mundo brutal da infecção entalhado em nossos rostos - o medo, o isolamento. Vi o mundo através de seus olhos cinza - senti o peso de suas responsabilidades e traições como se fossem pedras costuradas no forro de meu vestido." "Sou apenas o vento nas árvores, a sombra, o pavor e a ilusão. O eco em todas as folhas... o pesadelo na escuridão." "Era mais fácil odiá-lo por seus segredos e desonestidade do que admitir que eu me odiava pelos mesmos motivos." "Seu silêncio era afiado e me cortava por dentro, causando uma ardência amarga. Na tentativa de machucá-lo, era eu quem tinha acabado ferida." "Um lampejo faiscou em minha mente. Havia como mentir e contar a verdade ao mesmo tempo. As melhores mentiras são assim: têm um toque de verdade." "Vejo uma bela donzela de cabelo preto e comprido e olhos de carvão. Vejo um olhar amarelo cheio de ódio. Vejo trevas e sombras.... E vejo seus dedos, compridos e pálidos, cobertos de sangue."

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