Good Morning, Midnight -

    Jean Rhys

    W. W. Norton & Company
    2020
    208 páginas
    6h 56m
    ISBN-13: 9780393357806

    In 1930s Paris, where one cheap hotel room is very much like another, a young woman is teaching herself indifference. She has escaped personal tragedy and has come to France to find courage and seek independence. She tells herself to expect nothing, especially not kindness, least of all from men. Tomorrow, she resolves, she will dye her hair blonde. “As sharp and lucent and alarming as a piece of broken crystal.”― Deborah Eisenberg, author of Your Duck Is My Duck The last of the four novels Jean Rhys wrote in interwar Paris, Good Morning, Midnight is the culmination of a searing literary arc, which established Rhys as an astute observer of human tragedy. Her everywoman heroine, Sasha, must confront the loves― and losses― of her past in this mesmerizing and formally daring psychological portrait.

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    Anne Barcelos27/07/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Um desconforto em forma de mulher

    Comecei com muita expectativa, mesmo não sabendo muito bem do que se tratava. A maneira que Sasha retrata sua viagem a Paris é melancólica e a todo momento expressa a tristeza e a frieza de sua mente e seus traumas, quando os flashbacks começam a ser contados, confesso que demorei a me habituar e a entender o que a autora estava descrevendo; no fim a sequência de acontecimentos era tão nublada quanto a narração da personagem, que muita vezes nem nomeava quem estava ao seu redor ou não deixava suas ações e intenções claras. Acredito que faça parte das características dos dramas da época, e realmente se torna envolvente a história e a decadência cada vez mais perceptível da mulher, mas me fez ficar sempre na superfície dos pensamentos de Sasha, sem nunca entender de verdade o que contava ou o que sentia... talvez fosse essa a intenção, e nesse ponto é um livro excelente, entender a perspectiva de uma mulher tão melancólica a partir de suas percepções confusas, mas senti falta de mais clareza, mais firmeza em alguns pontos da história (como na parte que ela conta do bebê) e com um final tão aberto, as interpretações são muitas. Mas é uma ótima viagem a nossa própria hipocrisia e mediocridade.

    1 curtida

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