Este livro, do Pe. Liagre, apresenta, em sua verdadeira luz, a alma e a "pequena via" de Santa Teresinha do Menino Jesus. Busca-se aqui sondar e compreender o verdadeiro aspecto e os traços essenciais da confiança e do amor que podem ser vividos pelo ser humano, quando se torna sensível à voz do Espírito Santo. Ensinamento e exemplo esses que nos vêm de Santa Teresinha do Menino Jesus. A trajetória deste RETIRO é a mesma do Evangelho vivido em profundidade de Santa Teresinha: "Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultastes estas coisas aos sábios e doutores, e as revelastes aos pequeninos" (Mt 11, 25). É este o esforço feito pelo autor e aqui registrado: colocar-nos entre esses pequeninos, junto aos quais Santa Teresinha desempenha particular missão de testemunho e solidariedade. É preciso fazer-se pequeno, tornar-se criança, a fim de estar apto a receber o Reino de Deus! Eis o convite!
Retiro com Santa Teresinha do Menino Jesus (Espiritualidade) -
Padre Liagre
Edições (2)
Ver maisO evangelho de Sta. Teresa
Se S. Francisco de Assis lamentava que muitos só teriam as nossas vidas para servir de evangelho, o Pe. Liagre tomou por bem eternizar o de Sta. Teresa num opúsculo simples e despretensioso, como ela era. Um livro para ser lido em silêncio. E que livro se deve ler no barulho? A leitura, que é ato de recolhimento e de introspecção. Mas tanto mais esse que os demais, livro que é retiro, livro que é desértico, por isso, árido, e nem por isso deixa de ser montanha, aproximando-nos de Deus e, por fim, barco, fazendo-nos tranquilos, sobre as águas, como Deus. Deserto, monte e barca, eis-nos dentro do Evangelho. Um livro sobre virtudes. Cada capítulo versa sobre uma virtude e condu-las todas ao amor, pois o amor, como dizia Bossuet, é a origem de todas as paixões. Humildade, confiança, paciência, simplicidade... Todas as virtudes praticadas por Sta. Teresa foram exercitadas por amor e todas tinham o amor por fim. Expressões do amor, alimentos do amor. Vemos as virtudes todas analisadas pelo livro em concerto umas com as outras, assim como a mão, na qual não falta um dedo e todos desempenham um papel particular e insubstituível. Um livro sobre amor, pois. O amor que tem Deus por nós e o amor que nós temos de ter por Ele. Amor esse inútil se não for reconhecido, por isso, o pilar da santidade de Sta. Teresa de Lisieux é a fé no amor misericordioso de Deus. A ciência de ser amada a movia a amar de volta na mesma medida, que é amar sem medida, como dizia S. Bernardo. E esses arroubos de amor nos levam a querer amar mais. O desejo de amar, pois, nos leva à humildade, já que o amor de Deus é misericordioso, é cheio de misericórdia, inclina-se ao miserável. E a humildade, que nada mais é do que a verdade, nos leva à confiança, pois nosso Deus é o Deus dos exércitos, o Deus que fez o céu e a terra. A paciência se torna a expressão da caridade para com o próximo. Esse estado de alma, humilde e confiante, ilustra o papel do Espírito Santo em sua santificação e resume o ascetismo de Sta. Teresa: o do abandono de si nos braços de Deus. Donde a renúncia, que não é penosa, nem negativa, mas positiva, porque movida pelo amor, amor esse totalmente livre para agir na Santa, como ilustrado pelos dons do Espírito Santo de que esteve tão cheia. Isso tudo resumido em doze capítulos, como doze são os apóstolos e doze as estrelas da coroa de Nossa Senhora, representativas de Seus privilégios, doze capítulos, cada um dos quais uma flor na coroa de amor da espiritualidade de Sta. Teresinha. Um livro, ainda assim, obscuro. O livro parece um pouco abstrato demais. Velado aos orgulhosos, só se descobre a quem o aborda com docilidade. Impossível compreendê-lo se tentar dominá-lo. É preciso se deixar dominar para compreender. E eu ainda tenho muito de compreender dele por isso. P.S.: Termina com uma útil cronologia da vida da Santa. E a edição em si não é muito boa. Mal comecei a ler o livro, a capa começou a descolar um pouco
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