Continuando a competição Meistarileikir, entre os deuses de Asgard e os gigantes de Jotunheim para decidir o destino dos mundos, VEI segue invicta representando os Jotun. Porém, muitas coisas acontecem no caminho, e VEI começa a perceber outras verdades enquanto se prepara para a última batalha contra Trezeno, a carta final de Odin, um guerreiro que ninguém sabe quem é e que parece invencível.
Esse capítulo começa mostrando um pouco mais do passado da protagonista, além de evidenciar o impacto dessa competição de vida ou morte. As batalhas iniciais são apenas pinceladas, mas vemos suas consequências e como VEI vai se enredando cada vez mais no jogo dos deuses, fazendo vários inimigos e também aliados, como Loki (que pode ter segundas intenções com seus auxílios).
O tom aqui é mais melancólico, mostrando que os deuses, sejam os gigantes ou os de Asgard, encaram os humanos apenas como peças em seus tabuleiros e, independentemente de quem vença a competição e governe os mundos, tudo será decidido segundo seus interesses. VEI vai entendendo isso aos poucos, em meio a perdas, embates e novas reviravoltas, com muita base na mitologia.
Foi interessante também a batalha final de VEI e a revelação sobre quem era o misterioso Trezeno, mesclando elementos conhecidos do Ragnarok, o fim do mundo nórdico, e trazendo os desfechos dos deuses de Asgard e suas histórias, conectando tudo de maneira criativa com a proposta dos autores. Fecha com um epílogo bem bonito, com partes emocionantes e sentimentais, que fecham toda a narrativa após todos os acontecimentos e seus impactos nos deuses e nos mundos.
Tudo se amarrou muito bem, e AMEI o geral dessa história: as artes mais sérias ao mesmo tempo em que são cheias de cores, as cenas de ação, as partes mais românticas e sentimentais. Perfeito pra quem gosta de uma boa fantasia, mitologia e ama histórias em quadrinhos.