O Espaço Literário (Colecção Nómada) -

    Maurice Blanchot

    SNOB
    2024
    440 páginas
    14h 40m
    ISBN-13: 9786120018064
    Português

    O espaço literário , publicado pela primeira vez em 1955, é uma obra decisiva no percurso teórico de Maurice Blanchot que procura cartografar o fenômeno da criação artística e literária no território da experiência humana. Num incansável e apaixonado cerco meditativo, o autor tenta aproximar-se do enigma central da essência da obra e da exigência da escrita: a outra noite, que descobre no mito de Orfeu e Eurídice. Este longo ensaio, que encontra muito do seu sentido atravessando as obras de Mallarmé, Kafka, Rilke e Hölderlin, é acima de tudo o testemunho de uma paixão ímpar pela leitura. Maurice Blanchot (1907-2003) foi romancista e crítico. A sua vida foi apresentada votada à literatura e ao silêncio que lhe é próprio. O livro O ESPAÇO LITERÁRIO tem tradução de André Tavares Marçal, revisão de António Pedro Marques e design de Bruno Inácio. O mesmo inaugura uma nova coleção de ensaios de Snob, Nómada.

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    Rômulo Lopes picture
    Rômulo Lopes17/11/2017Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O livro pela literatura

    Maurice Blanchot talvez seja um daqueles autores mais geniais quando o assunto é crítica literária, e em "O espaço literário" só tende a provar essa fama, já que o autor exige toda a beleza da linguagem em prol da literatura, é como se a beleza falasse da beleza, sem ser a mesma, mesmo assim sendo, é a linha tênue entre duas belezas, que se unificam. Blanchot não faz isso destacando a estrutura literária sob um horizonte belo, não, ele vai justamente causar pânico ao apontar a noite e a morte, por exemplo, como os destaques destes espaços literários, os mais verdadeiros. Quando Blanchot ressalta sobre a morte, claro que ele resgata sua visão mais potente, sua causa mais vindoura, esteticamente a mais perfeita possível, mas ainda sim é a temível morte. Já a noite é o cercear, o ápice da escrita para se chegar ao nulo, para saber olhar no escuro e achar as saídas. É justamente de saídas que o autor vai tratar, são as saídas deste caos que aguçam mais a falar dele e por ele para se chegar ao mais humano possível. São ensaios que cegam a beleza de nossos olhos, que deixa crua nossa sensibilidade, nos fazendo retornar ao sabor que sentimos quando descobrimos, junto com o autor, as novas possibilidades de entender e enxergar a literatura.

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