A corja, publicada em 1880, é a continuação de Eusébio Macário, e, tal como esta, inscreve-se contra a corrente naturalista, que caracteriza o ser humano como produto da educação e do meio que o rodeia. A obra retrata a história do padre Justino e da família de Eusébio Macário, que pertence agora a um estatuto social superior. Através destas personagens, Camilo Castelo Branco tece uma crítica aos costumes da época, retratando problemáticas como o anticlericalismo e o adultério e exibindo o seu tom irónico numa narrativa jocosa e denunciadora.
