As Minas do Rei Salomão -

    Henry Haggard, Paulo Jr.

    Universidade Falada
    2023
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-10: B0CJ1HPZHR
    Português Brasileiro

    Precursor do gênero “mundo perdido”, best-seller já no primeiro ano de sua publicação, em 1885, as Minas do Rei Salomão é um dos primeiros romances a se ambientar no exótico continente africano. Baseando-se em relatos antigos e duvidosos, o caçador de elefantes Allan Quatermain, o narrador da aventura, em companhia do vaidoso Capitão John e do honrado Barão Cúrtis embrenham-se em terras desconhecidas e nunca dantes vistas pelo olhar desbravador do europeu, a fim de encontrar os tão sonhados diamantes que, supostamente, estariam escondidos nestas fantásticas minas, se o relato bíblico fosse verdadeiro. Aos três aventureiros brancos, junta-se o bravo negro Umbopa, homem misterioso e de muitos segredos. Narrativa repleta de emoções e reviravoltas, lança um olhar diferente ao negro: o racismo e a pretensa superioridade da civilização ocidental que Allan Quatermain ostenta, disseminados livremente no final do século XIX, é sempre questionado, posto em cheque, pelas próprias ações da história.

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    Yann Vieira11/07/2021Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    As Minas do Rei Salomão, de Henry Rider Haagard

    As minas do rei Salomão é um clássico da literatura de aventura, escrito por Henry Rider Haagard, a história narra a expedição de três aventurosos britânicos que ousam desbravar a África em busca de familiares desaparecidos e tesouros indescritíveis. Sou um grande fã de histórias de aventura, desde criança passava madrugadas lendo 'As Aventuras de Tintim' ou assistindo os filmes de Indiana Jones, a experiência de ter lido um escrito que remete aos primórdios desse gênero, de mundo perdido, foi muito positiva. O livro entretém muito bem, atiça a imaginação e nos coloca junto com os protagonistas em busca das minas de diamantes de Salomão, temos jornadas épicas, batalhas colossais e caça ao tesouro, um prato cheio para os fãs de aventura. Apesar de ser uma travessia muito divertida e ter um enredo simples, a leitura se complica um pouquinho por conta do tradutor, Eça de Queirós, renomado escritor português, ter traduzido a obra para a língua falada em seu país, bem diferente da que temos em terras tupiniquins, aqui e acolá no livro figuram palavras que eu nunca tinha ouvido ou lido, o que trouxe uma dificuldade maior para que a leitura se desse de forma fluída, mas de forma alguma anulou o prazer da leitura. Um outro problema encontrado na leitura pra mim, foi o grande volume de racismo, por se tratar de uma narrativa onde homens brancos vão a terras africanas, os negros são retratados como figuras imbecis, selvagens e cruéis, além de termos um grande volume de termos pejorativos, que mesmo entendendo o contexto da época acaba sendo meio exagerado e bem repulsivo de se ler.

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