Como alguém desenvolve a habilidade de matar de maneira tão cruel? O ano é 1896. A cidade é Nova York. O repórter John Schuyler Moore é tirado de sua casa no meio da noite abruptamente. Nada poderia prepará-lo para o que encontraria em seguida. Convocado por seu amigo dr. Laszlo Kreizler, psicólogo ou alienista – especialista em doenças da mente –, Moore é levado para ver o corpo horrivelmente mutilado de um adolescente abandonado na inacabada Ponte de Williamsburg. Os dois então embarcam em uma tentativa que pode revolucionar a criminologia: criar o perfil psicológico do assassino com base nos detalhes de seus crimes. Sua busca perigosa leva-os ao passado de tortura e à mente problemática de um serial killer que pode matar novamente a qualquer momento. O alienista evoca a era dourada da Nova York do século XIX e nos faz questionar: uma pessoa capaz de cometer crimes hediondos já carrega tais impulsos desde seu nascimento ou é o meio em que ela nasce e vive que determina tal desfecho terrível? O livro perfeito para os fãs de Mindhunter, que levará os leitores a uma experiência intensa pela mente do assassino mais cruel do século XIX.
O Alienista -
Caleb Carr
O Alienista Para Não Alienados
Após assistir e ter adorado o seriado “O Alienista”, na Netflix, senti profunda necessidade de ler o livro. E, acredito que foi a melhor decisão já que todas as questões não tão bem desenvolvidas no telefilme estão estruturadas de forma plena no romance de Caleb Carr. Se você gosta de Criminal Minds, certamente “O Alienista” é um livro imperdível, pois trata a gênese da ciência criminal de maneira didática e muito bem explicada durante o fluxo de pensamento entre os personagens principais da trama. Para mim, foi uma experiência fantástica ler o livro após ter assistido ao seriado já que pude aproveitar cada capítulo sem a pressa que geralmente me atinge quando leio thrillers. Aquela fissura de saber como o drama termina, se vou perder algum personagem importante, já que em alguns momentos de “O Alienista” a trama fica muito pesada e mesmo tendo todos os spoilers importantes ainda me emocionei muito. Quando um autor é bom no que faz e encontra um leitor atento e emotivo acho difícil o resultado ser diferente. O livro é bem mais enxuto que o seriado nos plots paralelos, embora um pouco longo, e é narrado em primeira pessoa por John Moore, um personagem gentil, humano, com um passado tão infeliz que quando este é convidado a fazer parte da caçada a um sangrento serial killer que vem agindo em Nova York ele agarra a chance como sua tábua de salvação. Contudo, por mais que o cérebro do grupo convidado por Theodore Roosevelt para caçar esse cruel assassino seja o célebre Dr. Kreizler, eu me identifiquei muito mais com todos os outros personagens, até mesmo Steve e Cyrus, secundários na trama, que o famoso alienista que dá início a esta caçada com o estudo do perfil do criminoso, algo ainda muito insipiente em 1896. Mas, a cereja do bolo foi mesmo Theodore Roosevelt como comissário da polícia mais corrupta dos Estados Unidos, como era conhecida a força policial de Nova e o seu trabalho para modificar e estancar a corrupção durante seu mandato e leva-la a novos e melhores patamares de combate ao crime. Fato verídico, diga-se de passagem. Um livro imperdível que me lembrou muitíssimo o estilo soturno de “Penny Dreadful”, outro seriado de TV ambientado em Londres, embora na mesma época de “O Alienista”, mesmo este último não tendo nada de sobrenatural, apesar que durante a sua leitura muitas vezes senti que o “mal” sempre está sempre por perto e só nos resta ficar atentos para não sermos nem manipulados ou vítimas dele.
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