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    Farabeuf -

    Salvador Elizondo

    Fondo de Cultura Económica
    2021
    126 páginas
    4h 12m
    ISBN-10: B009606STC
    Espanhol
    4
    7 avaliações
    Leram12Lendo2Querem13Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos0Desejados13Avaliaram7

    Obra que vio la luz en 1965. La primera novela de Salvador Elizondo se reveló desde ese momento como un seductor signo de interrogación y una disolución creadora del fenómeno de la escritura. Hoy, con el paso de cuatro décadas, es considerada el punto de partida o el epicentro fundacional de una obra literaria única - obstinadamente única - en el panorama de las letras hispánicas. Con esta edición conmemorativa, que se publica como un homenaje, Farabeuf llega a sus primeros 40 años de vida con el aura irrefutable de un clásico moderno de la literatura de lengua española.

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    Egberto Guillermo Lima Vital27/12/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    "Farabeuf", de Salvador Elizondo, é uma obra literária que desafia as fronteiras da compreensão convencional, mergulhando o leitor em um abismo de palavras onde a narrativa se dissolve, redefinindo a própria essência da escrita. Este não é um romance para ser absorvido passivamente, mas uma experiência intelectualmente desafiadora que transcende os limites da linguagem. Elizondo, ousadamente rotulado como um "maldito" na literatura latino-americana, tece uma trama surreal onde cirurgia, tortura e coito convergem em uma dança visceral de imagens perturbadoras. A narrativa não se desenrola; ela se fragmenta, desconstruindo personagens que se transformam em meras sombras de palavras, questionando sua própria existência no papel. O autor, um arquiteto da subversão, não busca entreter, mas sim provocar a mente do leitor a se entregar a uma dança caótica de pensamentos. Cada página é uma incursão ao desconhecido, onde a linguagem, muitas vezes, transcende seu propósito comunicativo para se tornar um labirinto autônomo de significados e possibilidades. A mescla de horror e êxtase, enquanto um homem é despedaçado até a morte, desafia as convenções morais, levando a uma dualidade perturbadora entre repulsa e fascínio. O autor manipula as palavras como um cirurgião, cortando a trama em cem pedaços, desafiando o leitor a reconstituir o significado em meio à dissonância. "Farabeuf" não é apenas uma obra, mas um desafio à própria natureza da escrita. Uma ode à subversão, à experimentação, e ao desconcertante prazer da mente em expansão diante do desconhecido. Elizondo, nesse ato literário de rebeldia, convida-nos a abandonar as amarras da compreensão tradicional, a adentrar o abismo e a abraçar a incerteza.

    1 curtida

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