As Mulheres Contam -

    D. H. Lawrence

    Carambaia
    2023
    174 páginas
    5h 48m
    ISBN-10: B0CQ9P2ZBV
    Português Brasileiro

    Em sete contos, todos inéditos no Brasil, o autor inglês põe personagens femininas – inquietas, complexas e insubmissas – no centro da narrativa Poucos escritores penetraram tão fundo na alma feminina quanto o autor inglês D. H. Lawrence (1885-1930). Com uma franqueza tida como escandalosa em seu tempo, foi Lawrence o primeiro grande autor a abordar o desejo sexual das mulheres e sua realização, muitas vezes desafiando o domínio masculino, em obras fundamentais do modernismo britânico. Esta antologia reúne sete contos escritos entre 1910 e 1927, todos inéditos no Brasil, nos quais é central a presença das personagens femininas — inquietas, complexas e quase sempre insubmissas. Se sua obra-prima, o romance O amante de Lady Chatterley, foi condenada por feministas nos anos 1970, pela dominância conferida à virilidade, nas histórias de As mulheres contam Lawrence soa como um pioneiro da luta pelos direitos da mulher, sobretudo ao próprio corpo e à vontade individual. Percebe-se como o autor critica o abismo social que separava mulheres de homens. A maioria das histórias se passa nas Midlands, região de minas de carvão na Inglaterra onde trabalhava o pai do escritor e que é o cenário da maior parte das obras de Lawrence.

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    meriam lazaro27/04/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    AS MULHERES CONTAM

    Em AS MULHERES CONTAM, lemos sete contos de #dhlawrence com destaque para personagens femininas que revelam: seus sonhos e humilhações, revolta silenciosa e aceitação, submissão ao estabelecido depois de um tempo de liberdade, relações silenciosas de corpos e ausências na luta pelo sustento, etc. Lemos sobre a classe trabalhadora, ambientado na Inglaterra no período de mineração de carvão, o que remete ao próprio ambiente onde o escritor nasceu e o ofício de minerador exercido por seu pai: "Meu pai foi um minerador e só um minerador. Entrou em uma mina aos 13 anos e fez isso até quase os 70. Conseguia com muita dificuldade escrever poucas palavras em uma carta". Da mãe, de religião protestante, Lawrence recebeu o estímulo da leitura dos clássicos da literatura e da arte em geral, como uma forma de ascensão social para o menino estudioso, que aos 12 anos ganhou uma bolsa na Nottingam School. Dados biográficos encontrados no Posfacio. Aprecio muito a arte ficcional com abordagem do cotidiano de classes, suas residências comuns, famílias instáveis, o deslocamento opressivo em bondes e trens para o trabalho em fábricas, minas, as vestimentas insuficientes para proteção contra o clima inóspito. A escrita é bonita, bonita. Contos empolgantes, com desfechos inusitados. Excelente opção de leitura curta. Destaques: . . "Então, com a paz profundamente imersa em seu coração, cuidou de arrumar a cozinha. Sabia que se submetia à vida, sua senhora imediata. Mas da morte, seu senhor último, encolhia-se de medo e vergonha." . . "Havia voltado para casa de vez! Seu coração quase parou enquanto se arrastava na subida daquela hedionda e interminável colina ao lado do sujeito carregado. Que decadência! Que decadência! Ela não podia aguentar, com sua vivaz alegria de costume. Conhecia tudo tão bem. É fácil suportar o insólito, não a familiaridade fatal de um passado velho e adormecido!" . . #asmulherescontam #patriciafreitas (tradutora) #editoraCarambaia 2020

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