E eu não sou uma mulher? - Mulheres negras e feminismo

    bell hooks

    Rosa dos Tempos
    2019
    290 páginas
    9h 40m
    ISBN-10: B08174PN63
    Português Brasileiro

    Uma obra fundamental sobre a mulher negra e os preconceitos socioculturais ainda presentes. Clássico da teoria feminista, Eu não sou uma mulher? tornou-se leitura obrigatória para as pessoas interessadas nas questões relacionadas à mulheridade negra e na construção de um mundo sem opressão sexista e racial. Sojourner Truth, mulher negra que havia sido escravizada e se tornou oradora depois de liberta em 1827, denunciou, em 1851, na Women's Convention – no discurso que ficou conhecido como "Ain't I a Woman" – que o ativismo de sufragistas e abolicionistas brancas e ricas excluía mulheres negras e pobres. A partir do discurso de Truth, que dá título ao livro, hooks discute o racismo e sexismo presentes no movimento pelos direitos civis e no feminista, desde o sufrágio até os anos 1970. Além de examinar o impacto do sexismo nas mulheres negras durante a escravidão, a desvalorização da mulheridade negra, o sexismo dos homens brancos e negros, o racismo entre as feministas, os estereótipos atribuídos a mulheres negras, o imperialismo do patriarcado e o envolvimento da mulher negra com o feminismo, hooks pretende levar nosso pensamento além das suposições racistas e sexistas. O resultado é um trabalho revolucionário, um livro imprescindível, a ser lido por todas as pessoas que lutam para tornar o mundo um lugar livre de opressões de raça, cor, classe e gênero.

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    Rosangela Max20/02/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Movimento feminista X sociedade sexista.

    Excelente estudo sobre as mulheres negras serem duplamente vitimizadas pela opressão racista e sexista. Abordando desde a época da escravatura (com a horrífica experiência do navio negreiro) até o século XXI. A autora ressalta que os temas patriarcado (ou seja, o sexismo institucionalizado) e a hierarquia racial são inseparáveis e crítica a insistência das mulheres brancas liberacionistas em analisar estas questões de forma separada. É uma crítica contundente ao racismo das feministas brancas, o sexismo dos homens negros e o racismo e o sexismo dos homens brancos. Apesar de ter como cenário a sociedade dos EUA, acaba sendo válida para o feminismo em qualquer país. Uma leitura super recomendada para quem deseja saber mais sobre o tema.

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