Na aguardada sequência de Para o Lobo, Hannah Whitten conclui sua duologia com uma história sombria e brilhante sobre amor, mágica e os segredos escritos nas estrelas. Cumprindo seu destino como a Segunda Filha do reino de Valleyda, Red se entregou à floresta de Wilderwood, onde descobriu a verdade por trás das lendas. Com a ajuda do Lobo, ela conteve a ameaça dos Cinco Reis, mas o custo foi alto demais, e sua irmã Neve ficou presa na Terra das Sombras. Perdida em um território desconhecido, Neve encontra um aliado improvável: Solmir, alguém com quem a Primeira Filha preferiria nunca mais ter contato. Juntos, os dois partem numa jornada perigosa em busca da Árvore do Coração, para enfim reivindicar os poderes sombrios dos deuses. "Whitten encheu este livro de ação, reviravoltas e traições, tecendo o imaginário familiar de um conto de fadas com uma mão leve e segura. Um final à altura da saga." — Publishers Weekly "Uma história de amor harmoniosa em vários sentidos, Para o Trono não é apenas uma boa conclusão de Para o Lobo, mas também um lembrete agridoce de que o 'felizes para sempre' não existe em histórias reais, e cabe a nós fazer o melhor que pudermos para construir um futuro com as pessoas que amamos." — Paste Magazine
Para o Trono (Wilderwood #2) - Wilderwood Livro 2
Hannah Whitten
Resenha: Para o Trono
Para o Trono encerra a duologia de Kristen Whitten iniciada em Para o Lobo. Publicado aqui pela Editora Suma, que enviou este exemplar em cortesia, trata das consequências das escolhas das irmãs princesas e de um possível fim dos tempos caso não confrontem o seu destino. Esta resenha vai conter alguns spoilers do primeiro livro. Neve está presa na Terra das Sombras. Junto a Solmir, que deveria ser um inimigo, mas acaba se mostrando igualmente ansioso para acabar com o reinado dos reis, ela aceita seguir por esse domínio terrível em busca de poder para impedir que os reis sejam libertados em seu mundo. Para isso, ela e Solmir precisam caçar deuses. Em Wilderwood, Red e Eammon estão conectados com a floresta. Depois de toda a situação com Neve e os dois reinos, Red está determinada a encontrar e resgatar a irmã. Mas não sabe por onde começar essa busca e nem mesmo como acessar a Terra das Sombras. Para a sorte dela, no entanto, os dois mundos estão conectados, e as duas filhas - uma para o lobo, a outra para o trono - estão ligadas a esses mundos. Enquanto Neve corre contra o tempo para encontrar poder, Red precisa entender o que seus sonhos e visões significam, e como uma pode ajudar a outra a se salvar de um destino terrível. Para o Lobo foi uma leitura muito querida minha. Eu adoro histórias com florestas vivas, e a autora usou muito bem esse artifício durante a jornada da Red. O fim aberto e desesperador deu margem para uma sequência eletrizante... Que acabou não correspondendo a todas as minhas expectativas. Para o Trono foi, sim, um livro legal. Mas só isso. Ele acabou se enroscando em questões óbvias, repetindo conflitos, e o começo e a metade dele se arrastaram demais da conta. Eu gosto de fantasia que leva seu tempo para construir as situações com seus personagens, só que aqui eu tive a sensação de estar lendo isso em slow motion. "Esta foi uma prisão feita para deuses e monstros, e você não é uma coisa nem outra." Toda a questão da Neve com a Terra das Sombras foi bem divertida. Mas aí os capítulos dela eram interrompidos pelos da Red e a gente entrava naquele limbo em que nada parecia estar acontecendo. E não digo isso por cenas do cotidiano, mas sim pela repetição. Era sempre o mesmo papo de "preciso salvar a Neve" e depois "mas ela fez isso porque quis" terminando com "talvez tenha um jeito" e repete. Então o ritmo, pra mim, foi truncado. Alguns capítulos, eu devorei. Outros não acabavam nunca (os da Red e do Raffe, sempre). Raffe que, aliás, eu não poderia me importar menos. Sim, ele é um personagem importante no primeiro livro, mas aqui parece estar andando em círculos também. Para o Trono acabou escorregando nessa questão de ritmo e por se passar dentro de muita coisa acontecendo, entregou essa montanha-russa que em partes divertiu, em partes enjoou. Neve e Solmir foram meus favoritos. Eu adorei as interações e como eles dividiam um neurônio funcional (a Neve, principalmente, precisava de um). Gostei das picuinhas e daquela coisa gostosa de inimigos se unindo por uma causa em comum; "o inimigo do meu inimigo é meu amigo" e tal, só que com tensão sexual e flertes. "- Não posso ser a sua consciência. - E eu não posso ser a sua coragem." Amei, amei, amei o Solmir. A personalidade sombria e depressiva contrastando com a debochada, o quanto ele parecia carregar em história e o quanto realmente entregava isso no decorrer da trama. O desenvolvimento dele foi notável e importou bastante para a jornada da Neve. Neve, também, teve um crescimento bem escrito. Da garota amedrontada e perdida no começo até quem ela se torna no fim tem uma curva de desenvolvimento excelente; que teria sido melhor aproveitada se o livro não desse aqueles encontrões abruptos em capítulos chatos da Red. Que, aliás... Tá ali. Ela e o Eammon não têm muito que oferecer a esse livro. Já desenvolveram tudo que precisavam no primeiro e aqui estão naquela coisa de repeteco que eu mencionei antes. O que foi uma pena, porque eu queria ter visto conflitos mais interessantes entre os dois. "Ter poder, porém, não era o mesmo que controlá-lo, e era aquilo que ela queria." A edição da Suma tá muito bonita. Eu amo que mantiveram a capa original e o trabalho gráfico, em si, tá impecável. Com tradução de Natalie Gerhardt, o texto flui bem (até nas partes chatas), com ótimas adaptações para o português. Para o Trono encerra a duologia que reconta conto de fadas nos moldes mais sombrios. A história de duas princesas destinadas a monstruosidades e sombras que, nessas circunstâncias, encontram poder.
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