#1 New York Times bestselling author and master storyteller Stephen King’s classic tale of an evil car that brings hellish terror to its new owner—now featuring a stunning vintage cover! It’s love at first sight for high school student Arnie Cunningham when he and his best friend Dennis Guilder spot the dilapidated 1958 red-and-white Plymouth Fury for sale—dubbed “Christine” by its original cantankerous owner—rusting away on a front lawn of their suburban Pennsylvania neighborhood. Dennis knows that Arnie’s never had much luck in the popularity department, or really taken an interest in owning a car…but Christine quickly changes all that. Arnie suddenly has the newfound confidence to stick up for himself, going as far as dating the most beautiful girl at Libertyville High—transfer student Leigh Cabot—even as a mysteriously restored Christine systematically and terrifyingly consumes every aspect of Arnie’s life. Dennis and Leigh soon realize that they must uncover the awful truth behind a car with a horrifying and murderous history. Hell hath no fury like a woman scorned, and heaven help anyone who gets in Christine’s way…
Christine -
Stephen King
Todas as fórmulas marcantes do mestre King em um livro
Sendo seu décimo sexto livro, Christine foi concebida pelo Stephen King já famoso e em sua melhor fase. Embora o plot seja considerado lugar-comum atualmente, a história do perdedor e do objeto-que-se-volta-contra-o-homem foram valiosas cartas de inovação que acompanham boa parte das histórias do King e que o fizeram tão famoso. Na obra em questão ambos os aspectos são utilizados com a maestria de quem domina tais ferramentas, com o bônus de ser escrita pelo mestre das contos de terror. Christine conta, a partir da visão de Dennis, a história de Arnie Cunningham, o já citado ~perdedor~. Arnie é do tipo que encontra sua chance de existência(não só no meio acadêmico) em algum fator externo, e, por muito tempo, esse fator é o personagem-narrador Dennis. Até que ele compra Christine. Para não tornar esse resumo longo, falo o que é óbvio: Christine, ou seja o qual for a entidade, seduz Arnie e o consome. Ok até aí, a história é ordinária. Mas é na força que King tem em transformar um plot ordinário em uma história grandiosa que está o "plus" do livro. Veja bem: são mais de 450 páginas contendo uma construção de ambiente e personagens muito eficiente, numa trama que sustenta a tensão e constrói mistérios até o clímax, que contém o melhor da ação que pode-se esperar do autor. E são nesses pontos que o livro me conquista. Aliás, não só este, como todos os outros que já li do Stephen King. O "loser" e sua transformação, como isso influencia seus amigos e família, a força da união dos personagens e o crescimento dos personagens durante a história são marcas do gênio do terror, que podem ser encontrados todos reunidos nesta obra. Claro que nem tudo é elogiável. Se por um lado a trama é muito bem construída, por outro o ritmo da história é um pecado fatal. A narrativa do Dennis é contínua até certo ponto, quando, lá pro meio do livro, a perspectiva muda. Esse foi pra mim o maior problema, uma vez que o que se segue são centenas de páginas que não tem tanta relevância quanto a narrativa principal. Stephen King é encontrado em sua essência em "Christine". Meu balanço final é bem claro: ambientação espetacular em um ritmo que deixa a desejar. Mas fica longe de atrapalhar a experiência que a obra proporciona; de fato se não fosse por esse pequeno problema, seria o melhor livro de ficção que já li.
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