Nessa leitura a autora nos coloca em uma situação de nos pressionar enquanto leitores: não acredite em tudo o que você ler por aí. No entanto, existem muitos acontecimentos terríveis, injustos e dilacerantes, será que se o todo não é confiável, o específico é confiável? E se não for, ainda faz sentido todas as emoções despertadas enquanto se fazia a leitura? Eu não tenho essas respostas. Mas ler essa trilogia é realmente uma experiência marcante.
Enquanto no primeiro, a leitura era fluida porque os capítulos eram curtos, a linguagem era simples e direta, a narração vinha por meio de uma voz infantil, em primeira pessoa e não se sabia o nome das pessoas, apenas as suas ocupações sociais. Nesse segundo volume temos capítulos muito maiores, tanto que o livro só conta com 8 capítulos. A escrita vem por meio de uma terceira pessoa e agora com uma voz bem mais madura e rebuscada. Os personagens dessa história agora têm nome. No entanto quanto mais sabemos, menos confiável a história se torna.
Estou curiosa para ler o último livro dessa trilogia. Não porque finalmente terei as respostas, mas porque estou curiosa para saber quais perguntas esse último livro vai me despertar