Uma Questão de Beleza -

    Zadie Smith

    Dom Quixote
    2025
    512 páginas
    17h 4m
    ISBN-13: 9789722084789
    Português

    Porque é que nos apaixonamos por determinadas pessoas? Porque é que procuramos os nossos erros nos nossos filhos? O que torna a vida realmente bela? Situado nos dois lados do Atlântico, entre Londres e a Nova Inglaterra, este romance magistral coloca em confronto duas famílias rivais – os Belsey e os Kipps –, para nos falar sobre família e casamento, mas também sobre a dicotomia entre o pessoal e o político. O britânico Howard Belsey, professor universitário numa pequena cidade da Nova Inglaterra, atravessa um dos momentos mais baixos da sua vida: o seu futuro académico parece definitivamente estagnado e, em casa, as coisas correm de mal a pior. Depois de trinta anos a viver com Kiki, uma bela activista afro-americana que agora pesa 125 quilos, uma aventura romântica ameaça arruinar o seu casamento. Quanto aos três filhos do casal, estão absortos nas suas próprias vidas: o amoroso e atencioso Jerome, de vinte anos, converteu-se ao cristianismo; a ingénua e ambiciosa Zora, de dezanove anos, segue os ditames da sua inteligência precoce; e Levi, de quinze anos, é um defensor da negritude. E, como se a situação não fosse suficientemente complexa, o odiado Monty Kipps, um especialista em Rembrandt como Howard, e o seu mais acérrimo adversário intelectual, foi convidado a integrar o corpo docente da universidade. Com um olhar lúcido e irónico sobre o mundo em que vivemos, Zadie Smith escreveu uma história hilariante sobre os gostos e desgostos da espécie humana – desentendimentos geracionais, amores frustrados e conflitos ideológicos incluídos –, que é também uma comovente reflexão sobre o que a vida faz ao amor.

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    Ari Machado picture
    Ari Machado08/04/2009Resenhou um livro
    3 (Bom)

    O livro tem uma elegância no linguajar fenomenal, mas deixa a desejar na forma de condução da história. Os personagens são primorosos. A história dos conflitos entre as duas famílias intelectuais, do meio universitário, e das pessoas que os cercam é fascinante. Entretanto, a autora optou por nos conduzir através de eventos que levam a conflitos interessantes e que são cortados abruptamente ao final de um capítulo, quando você reinicia em outro capítulo o tempo já passou e aquele conflito já foi até mesmo esquecido e serve de alavanca para outro conflito que começa a surgir. A autora não aproveita os conflitos para desnudar seus personagens, deixa para a imaginação dos leitores descobrirem como os personagens superaram os conflitos. A única exceção é a explosão da personagem Zora ao descobrir que suas fantasias em relação ao personagem Carl não eram correspondidas, mesmo assim, a descrição desta explosão é relatada de forma tão patética que chega a ser cômica, sem um revelar dos personagens envolvidos sobre a situação acontecida. Aconteceu... Aconteceu e pronto, vamos em frente... Sobre a beleza mesmo, a autora passa por cima e nada diz. Apenas um soneto, roubado, segundo ela própria, de seu marido e colocado aleatoriamente no livro. O conflito entre os dois personagens (os patriarcas) que deveria ser central acaba sendo apenas uma discussão idiota e preconceituosa. Ao final do livro até pode-se entender porque eles se odiariam dali para frente, porém quando o livro inicia já se odeiam e isso não fica claro em momento algum do por que. Nas artes, a autora perde em poder analisar a musica e suas variações modernas, os patriarcas têm visões diferentes sobre a obra de Rembrand, porém a diferença não é exposta e nem debatida. É a típica cultura inútil que tem uma visão esfumaçada sobre tudo e não sabe nada de nada.

    7 curtidas

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