Não consigo falar com certeza o que eu achei do livro como um todo pq tem partes dele que eu gosto mas, pessoalmente, tem umas falas aqui que simplesmente não consegui relevar.
Eu gostei da leitura, é um livro que eu tava hesitante de primeira por diversos motivos mas foi bom.
O foco aqui é estritamente no masoquismo do Severin, independente das visões modernas que existem sobre o mesmo, então a "representação" aqui não é algo que deve ser levado em conta para entender ou definir a comunidade toda. É um livro que deu origem ao termo então, obviamente, tem várias e várias cenas de humilhação, agressão, abuso e coisas do tipo; mesmo que consentidas e pré-estabelecidas.
Eles assinam um contrato com os termos e limites da dinâmica deles mas durante o livro esses limites são bem fracos e "ignorados", tanto que, do ponto de vista do Severin, da pra ver que ele se sente mal ou desconfortável com algo mas logo em seguida ele fala que gosta ainda mais da situação por isso, então é confuso o consentimento aqui. O livro se passa e foi escrito em 1800 e pouco, então essa dinâmica de poder obviamente é tratada com a visão dessa época; ele sendo literalmente um escravo pra Wanda controlar.
A Wanda é a dona dele em todos os sentidos, ela pode cortar o braço dele fora com uma tesoura sem ponta que ele provavelmente ia deixar e até gostar, e nada de contrariar ela! Eu gosto dessa mulher, mesmo querendo dar um tapa nela por uns motivos aí, mas ainda sim é minha princesa.