História da imprensa no Brasil -

    Nelson Werneck Sodré

    Martins Fontes
    1983
    501 páginas
    16h 42m
    ISBN-10: B002IY1R62
    Português Brasileiro

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    Gustavo Barreto de Campos13/04/2009Resenhou um livro
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    Sobre a liberdade de imprensa

    Nessa obra, Nelson Werneck Sodré registra o esforço das campanhas pela “liberdade de imprensa” (aspas do autor) que, periodicamente, surgem a partir da exclusão do poder governamental, pela interferência do poder público. Mais irônico ainda é que não há registro de um País sequer que não tenha estabelecido como responsabilidade do Estado a outorga (concessão de um serviço) de meios de comunicação audiovisuais. Sodré destaca ainda uma curiosidade: aparecem numerosas organizações e forças estranhas à imprensa nessas campanhas. Ele assinala: "O obstáculo à liberdade de imprensa é, nessas campanhas, o Estado, particularmente através da censura. Trata-se, evidentemente, da concepção liberal, peculiar à fase ascensional da burguesia. Em tal fase, as limitações à imprensa só podiam partir dos detentores do poder; o capitalismo de concorrência estava interessado em que a imprensa fosse livre, não se visse limitada pela violência ou pela censura da autoridade pública, mas nisso esgotava o seu conceito de liberdade de imprensa". (Sodré, 1999) Sodré argumenta que tudo mudou, entretanto, com o aumento da influência do 'capitalismo monopolista': a luta contra a censura e todas as formas de cerceamento impostas pela autoridade passou a ser aspecto parcial da luta pela liberdade de imprensa e, algumas vezes, aspecto menor. A transformação da imprensa em negócio de grandes proporções, conforme argumentamos neste trabalho no subcapítulo sobre a economia da mídia, e, paralelamente, o desenvolvimento, complexidade e encarecimento de suas técnicas, demandaram grandes investimentos. Acompanhando o desenvolvimento qualitativo e quantitativo do público, o autor mostra como a proteção contra a censura perdeu o interesse antigo, embora não tenha esse desaparecido. Segundo Sodré, “as grandes empresas jornalísticas, no essencial, se autocensuram. Isso conduz à transformação dialética, finalmente: de instrumento de esclarecimento, a imprensa capitalista se transformou em instrumento de alienação, fugindo inteiramente aos seus fins originários”. (Trecho da minha monografia de fim de curso, na Escola de Comunicação da UFRJ, 2006) REFERÊNCIA SODRÉ, Nelson Werneck. História da Imprensa no Brasil. 4a ed. Rio de Janeiro: Mauad, 1999.

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