<b>Romance semiautobiográfico de Cormac McCarthy, <i>Suttree</i> acompanha quatro anos na vida de um homem que abandonou o conforto da classe média para viver à margem da sociedade. É um clássico cultuado da literatura norte-americana do século XX, que ganha agora sua primeira tradução brasileira — por Daniel Galera.</b> "McCarthy trabalhou muito próximo do impulso religioso, seus livros são assustadores e absolutos." — <b>Anne Enright</b> Do autor best-seller de <i>A estrada</i> — vencedor do Prêmio Pulitzer — e <i>Meridiano de sangue</i>, <i>Suttree</i> é um romance semiautobiográfico publicado originalmente em 1979, após duas décadas de trabalho. A história acompanha Cornelius Suttree, um homem solitário que abandonou os privilégios de uma vida regrada para viver em uma casa flutuante nos arredores de Knoxville, no sul dos Estados Unidos. É início dos anos 1950, e ele sobrevive pescando no rio Tennessee e convivendo com prostitutas, ex-presidiários, bêbados, trapaceiros e párias sociais. Narrado com linguagem rica e fluida, o livro constrói um panorama cru e lírico da degradação urbana e da busca por sentido num mundo indiferente. Com ecos de Faulkner, Melville e Steinbeck, McCarthy compõe um de seus romances mais ambiciosos — ora melancólico, ora brutal, e comicamente absurdo. <i>Suttree</i> é um retrato intenso da vida à margem e da grandeza moral que pode emergir mesmo nos ambientes mais sombrios.
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