A chave de casa -

    Tatiana Salem Levy

    Record
    2025
    208 páginas
    6h 56m
    ISBN-13: 9788501921437
    Português Brasileiro

    <b>Romance de estreia de Tatiana Salem Levy e vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura, <i>A chave de casa</i> ganha nova edição com orelha e posfácio inéditos de Diana Klinger e Natalia Timerman. Um poderoso retrato do luto, do amor e do processo de escrita.</b> Em seu premiado romance de estreia, Tatiana Salem Levy apresenta os traços estilísticos e a originalidade literária que a consagraram como uma das mais promissoras escritoras da literatura brasileira contemporânea. A personagem-narradora, neta de judeus turcos, recebe do avô a chave da antiga casa da família em Esmirna, Turquia. A busca pelas raízes e pela herança familiar se desenrola no limiar entre realidade e ficção. O intenso fluxo de memórias é condensado para se transformar em uma narrativa composta por diversas vozes que se complementam. <i>A chave de casa</i> é uma obra que evoca a memória e os sentidos ao abordar o exílio, a dor do luto, a paixão e, sobretudo, o lugar da escrita diante da complexidade do real. “<i>A chave de casa</i> confirma a força e a vitalidade de uma escrita ancorada na linhagem literária introspectiva, na qual se incluem nada menos do que Marguerite Duras, Virginia Woolf e Clarice Lispector, que aproximam a aspereza e a brutalidade da beleza da vida.” ­ – <i>Diana Klinger</i> na orelha de <i>A chave de casa</i> “<i>A chave de casa</i> [...] é um livro feito tanto de palavras quanto de silêncios [...], um poro do livro aberto para outros tempos – para o passado que antecedeu a escrita, para o futuro que se tornou escrita.” ­– <i>Natalia Timerman</i> no posfácio de <i>A chave de casa</i>

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    Clio02/05/2025Resenhou um livro
    3 (Bom)

    A nova literatura está apostando alto na exploração da "auto-cura" em que a história se torna um misto de diário e reflexão. Essa é uma faca de dois gumes pois muitos autores não conseguem escapar da armadilha do grande tragédia do narcisismo - algo que foi destaque também na literatura estadunidense do início do século XX. Levy consegue andar nessa fina linha por apresentar o drama familiar que é o motivador da depressão da personagem. É o exílio, a prisão, o câncer que corroi as gerações e que se misturam na narrativa que realmente chamam a atenção, mais do que as digressões de quem está desesperadamente tentando manter a cabeça fora d'água. Só isso já foi o suficiente para dar uma boa nota. Espero ainda mais de suas futuras histórias. Recomendo.

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