PRE-HISTORIA DO NORDESTE DO BRASIL -

    Gabriela Martin

    Editora Universitária UFPE
    2013
    434 páginas
    14h 28m
    ISBN-10: 8573150831
    Português Brasileiro

    Este livro é abrangente. Não esquece qualquer possível fonte de dados ou informações e esmiúça tudo aquilo que se pode pensar e dizer sobre a Arqueologia do Nordeste do Brasil. Não existe para a pré-história dessa região obra comparável, tão completa e didática. E livro para arqueólogos profissionais, para o grande público cultivado e, principalmente, para a feliz geração de estudantes que terá o que lhe estava faltando. Niède Guidon

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    Dan Oliveira17/05/2017Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Destaco alguns pontos fundamentais do livro de Gabriela Martin: - A influência de interpretações eurocentristas/místicas nos primeiros anos de "Arqueologia" no Nordeste. O início científico tardio, apenas na década de 1960, com o desenvolvimento do PRONAPA, tendo em Calderón um dos expoentes; - Ocupação humana, segundo a autora, de 50.000 anos. Habitação em ilhas de umidade, como as regiões de brejo e/ou ligada aos grandes rios; - Restos humanos mais antigos de 12.000 anos. Várias levas de migração tanto mongoloides como pré-mongoloides. Algumas datações radiocarbônicas para o Nordeste. - Áreas arqueológicas de São Raimundo Nonato (PI), Seridó (RN), Central (BA), Itaparica (PE e BA), Serra Geral (BA), Arcoverde (PE), Bom Jardim (PE). Além de sambaquis e sítios dunares no MA e no RN; - A importância da periodização na Arqueologia, tecnologia lítica e cerâmica e a agricultura nas principais áreas arqueológicas; - O simbolismo do registro rupestre, as tradições e sub-tradições no NE; - Breve introdução ao ritual funerário na pré-história, seus elementos de estudo. Os conhecimentos sobre as práticas funerárias pré-históricas no Nordeste se baseiam em quatro sítios-cemitérios: Gruta do Padre (PE), Furna do Estrago (PE), Pedra do Alexandre (RN) e Justino (SE). Além de Toca do Paraguaio (PI), Toca do Gongo (PI), PE-91-Mxa (PE), Cemitério de Caboclo (PE), Alcobaça (PE), Zorobabel (BA), etc. Características mais comuns para inumação primária e para rituais secundários; - Problemática do uso de determinados conceitos, como de pré-colonial/pré-história. A arqueologia enquanto ciência independente, ao mesmo tempo multidisciplinar no estudo da cultura material (ex.: no caso de DNA mitocondrial).

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