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    Tirando de Letra e Música -

    Billy Blanco

    Record
    2005
    236 páginas
    7h 52m
    ISBN-10: 8501043397
    Português Brasileiro
    3.5
    2 avaliações
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    Billy Blanco é um dos compositores mais importantes da MPB, da geração que começou a brilhar nos anos 60 e, agora, ai!, ela própria ultrapassa os sessenta. Conhecido e prestigiado, acho porém que não é nem tão conhecido nem tão prestigiado quanto merece. Parceiro de Tom Jobim e Baden em alguns memoráveis sucessos, tem duas ou três dezenas de composições solo gravadas no ouvido e na boca de todos nós. Mas meu motivo especial de admiração por Billy é o fato de, muito tempo antes dos Verdes se apropriarem da bandeira ecológica, ele, talvez por ter nascido em Belém, em plena Amazônia, já estava nessa. Se duvidam, ouçam pela milésima vez Os Estatutos da Gafieira (1954), onde Billy afirma peremptória e precursoramente: "O ambiente merece respeito" Millôr Fernandes

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    William Blanco Abrunhosa Trindade profile picture

    William Blanco Abrunhosa Trindade

    William Blanco de Abrunhosa Trindade (Belém, Pará, 1924 – Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2011). Compositor, cantor, instrumentista, arquiteto. Desde a adolescência, dedica-se à música e à poesia e participa de programas de rádio em Belém. Em 1946, em São Paulo, estuda arquitetura na Universidade Presbiteriana Mackenzie (FAU/Mackenzie). Dirige a parte de música popular do show de abertura da Mac-Med, competição entre os alunos da Faculdade de Engenharia da Universidade Presbiteriana Mackenzie e da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM/USP). Muda-se para o Rio de Janeiro em 1948, e continua os estudos na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Brasil, diplomando-se em 1950. Dedica-se à música, mas nunca abandona a profissão de arquiteto. Sua carreira artística inicia nos anos 1950 com o Sexteto Billy Blanco. As primeiras músicas são gravadas pela então namorada Dolores Duran (1930-1959), “Outono”, e por Linda Batista (1919-1988), “Prece de um Sambista”, ambas em 1952. Inezita Barroso (1925-2015) registra “Estatutos da Gafieira”, em 1954. Também em 1954, compõe com Tom Jobim (1927-1994) a música “Tereza da Praia”, sucesso na voz dos cantores Dick Farney (1921-1987) e Lúcio Alves (1927-1993). Billy Blanco e Tom Jobim lançam o disco Sinfonia do Rio de Janeiro (1954), com arranjos de Radamés Gnatalli (1906-1988). Algumas canções desse disco fazem parte da trilha sonora do filme Esse Rio que Eu Amo (1961), do diretor Carlos Hugo Christensen (1914-1999). Compõe “Samba Triste”, em 1956, em parceria com o violonista Baden Powell (1937-2000). Em 1965, participa do 1o Festival de Música Popular Brasileira da TV Excelsior, São Paulo, com a canção “Rio do Meu Amor”, interpretada por Wilson Simonal (1939-2000), que se classifica em 5º lugar. Em 1966, no 1o Festival Internacional da Canção da TV Globo, Rio de Janeiro, obtém 4º lugar na classificação geral com o samba “Se a Gente Grande Soubesse”, interpretado pelo filho Billy Blanco Jr., e Quarteto em Cy. Em 1968, na Bienal do Samba da TV Record, São Paulo, classifica em 4o lugar o samba “Canto Chorado” na voz de Jair Rodrigues (1939-2014). Participa das trilhas sonoras para os filmes Carnaval Atlântida (1952), de José Carlos Burle (1910-1983), e Crônica da Cidade Amada (1965), de Carlos Hugo Christensen. Compõe a trilha sonora para a peça Chico do Pasmado, do autor Aurimar Rocha (1934-1979), em 1965. Nesse ano, escreve letras em português para canções do musical Noviça Rebelde (The Sound of Music), e para a comédia musical norte-americana do escritor Shepherd Mead (1914-1994), Como Vencer na Vida sem Fazer Força (How to Succeed in Business Without Really Trying). Em 1996, publica pela Editora Record o livro Tirando de Letra e Música. Em 2002, a gravadora Biscoito Fino lança o CD A Bossa de Billy Blanco, com sucessos como os sambas “Estatutos da Gafieira”, “Pistom de Gafieira”, “Rio do Meu Amor” e “Samba Triste”.

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    Pará , Brasil

    William Blanco Abrunhosa Trindade